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Nutricionista BH | Marcus Ávila - Nutrição Clínica e Esportiva
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Boa tarde pessoal,

Há um bom tempo venho debatendo o assunto suplementos alimentares aqui no blog, e muitas vezes sou mau interpretado por vários leitores que me enxergam com um anti-suplementos, principalmente dos importados.
Sempre tive o interesse de entender os suplementos à fundo, e pra mim, não é por que eu não utilizei comigo determinado produto que eu não sei nada sobre ele. Já imaginou se fosse assim, pra conhecer a potência e os efeitos da cocaína as pessoas tivessem que usá-la? Os estudos e os relatos ao redor dela não seriam corretos?

Eu uso vários suplementos que me chegam e vários que ainda nem escrevi sobre. Mas antes de qualquer coisa, eu avalio os riscos.

Há quanto tempo venho alertando sobre os riscos de usar aqueles suplementos contendo o DMAA? Tem um bom tempo. Muita gente ficou com raiva de eu alertar e faltaram cuspir na minha cara. Como disse anteriormente, eu nunca disse pra ninguem deixar de usar o suplemento X ou Y, mas que tivesse critério e pesassem os riscos se valeria a pena.

Bom, hoje eu tenho minha consciência muito tranquila em relação às análises que eu fiz, e a prova disso é que a ANVISA proibiu o uso, comércio, transporte, etc, de todo e qualquer produto contendo DMAA, mesmo que para uso pessoal.

Será que eu estava tão errado assim? Será que quem falava as coisas sem noção da realidade era eu mesmo ou vários que leram minhas palavras e não concordaram com elas?
Agora vos pergunto: QUEM É O ERRADO DA ESTÓRIA?

Abaixo segue a transcrição da matéria publicada no site da ANVISA:

Anvisa alerta para risco de consumo de suplemento alimentar
10 de julho de 2012 - Danilo Molina - Imprensa/Anvisa
 
O consumo de alguns suplementos alimentares, como Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros, pode causar graves danos à saúde das pessoas. É o que alerta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em informe, publicado nesta terça-feira (10/7).
De acordo com o alerta da Agência, alguns desses suplementos contêm ingredientes que não são seguros para o consumo como alimentos ou contêm substâncias com propriedades terapêuticas, que não podem ser consumidas sem acompanhamento médico.  Os agravos à saúde humana podem englobar efeitos tóxicos, em especial no fígado, disfunções metabólicas, danos cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e, em alguns casos, levar até a morte.
“O forte apelo publicitário e a expectativa de resultados mais rápidos contribuem para uso indiscriminado dessas substâncias por pessoas que desconhecem o verdadeiro risco envolvido”, afirma o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, José Agenor Álvares. O alerta da Anvisa ressalta, ainda, que muitos desses suplementos alimentares não estão regularizados junto à Agência e são comercializados irregularmente em nosso país.
Segundo o diretor da Anvisa, são produtos fabricados a partir de ingredientes que não passaram por avaliação de segurança. “Esses suplementos contém substâncias proibidas  para uso em alimentos como: estimulantes, hormônios ou outras consideradas como doping pela Agência Mundial Antidoping”, explica Álvares.

DMAA
Recentemente, a Organização Mundial de Saúde, por meio da Rede de Autoridades em Inocuidade de Alimentos, alertou que vários países têm identificado efeitos adversos associados ao consumo da substância dimethylamylamine (DMAA), presente em alguns suplementos alimentares. O DMAA é um estimulante usado, principalmente, no auxílio ao emagrecimento, aumento do rendimento atlético e como droga de abuso.
Essa substância,  que tem efeitos estimulantes sobre o sistema nervoso central, pode causar dependência, além de outros efeitos adversos, como insuficiência renal, falência do fígado e alterações cardíacas, e pode levar a morte. Alguns países já proibiram a comercialização de produtos que contém DMAA, como Austrália e Nova Zelândia.
“O DMAA tem sido adicionado indiscriminadamente aos suplementos alimentares, apesar de não existir  estudos conclusivos sobre a sua dose segura”, afirma Álvares. No Brasil, o comércio de suplementos alimentares com DMAA também é proibido.
Na última terça-feira (3/7), a Anvisa incluiu o DMAA na lista de substâncias proscritas no país, fato que impede a importação dos suplementos que contenham a substância, mesmo que por pessoa física e para consumo pessoal. Entre os suplementos alimentares que possuem DMAA estão: Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros.

Importados
A regulamentação sanitária brasileira permite que pessoas físicas importem suplementos alimentares para consumo próprio, mesmo que esses produtos não estejam regularizados na Anvisa. Entretanto, esses suplementos não podem ser importados com finalidade de revenda ou comércio ou conter substâncias sujeitas a controle especial ou proscritas no país, como é o caso do DMAA.
Cada país controla esses produtos de maneira específica e, em muitos casos, não são realizadas avaliações de segurança, qualidade ou eficácia antes da entrada desses suplementos no mercado.  “Os consumidores devem estar atentos e checar se esses suplementos foram avaliados por autoridades sanitárias do país de origem e se não foram submetidos ao processo de recolhimento”, orienta o diretor da Anvisa.

Brasil
No Brasil, alimentos apresentados em formatos farmacêuticos (cápsulas, tabletes ou outros formatos destinados a serem ingeridos em dose) só podem ser comercializados depois de avaliados quanto à segurança de uso, quando se considera eventuais efeitos adversos já relatados. Além disso, precisam ser registrados junto à Anvisa antes de serem comercializados.
De acordo com o diretor da Anvisa, produtos conhecidos popularmente como suplementos alimentares não podem alegar propriedades ou indicações terapêuticas. “Propagandas e rótulos que indicam alimentos para prevenção ou tratamento de doenças ou sintomas, emagrecimento, redução de gordura, ganho de massa muscular, aceleração do metabolismo ou melhora do desempenho sexual são ilegais e podem conter substâncias não seguras para o consumo”, alerta Álvares.
Confira aqui o alerta da Anvisa sobre o caso

Dicas para identificar suplementos que não estão regularizados no Brasil
- Promessas milagrosas e de ação rápida, como “Perca 5 kg em 1 semana!”;
- Indicações de propriedades ou benefícios cosméticos, como redução de rugas, de celulite, melhora da pele etc.
- Indicações terapêuticas ou medicamentosas, como cura de doenças, tratamento de diabetes, artrites, emagrecimento, etc.
- Uso de imagens e ou expressões que façam referência a hormônios e outras substâncias farmacológicas;
- Produtos rotulados exclusivamente em língua estrangeira;
- Uso de fotos de pessoas hiper-musculosas ou que façam alusão à perda de peso;
- Uso de panfletos e folderes para divulgar as alegações do produto como estratégia para burlar a fiscalização;
- Comercializados em sites sem identificação da empresa fabricante, distribuidora, endereço, CNPJ ou serviço de atendimento ao consumidor.

Recomendações aos consumidores
Se você usa ou tem intenção de usar “suplementos alimentares”, a Anvisa recomenda:
- Solicite auxílio de seu nutricionista ou médico para a identificação de produtos seguros e regularizados junto à Anvisa;
- Desconfie se o produto for “bom demais para ser verdade”! Ter um corpo definido e emagrecer nem sempre é rápido ou fácil, principalmente de forma saudável;
- Consumidores que adquiriram produtos que contém DMAA na composição devem buscar orientação junto à autoridade sanitária local sobre a destinação adequada dos mesmos;
- Mais informações podem ser obtidas junto à Central de Atendimento da Anvisa: 0800 642 9782



.


Diariamente eu recebo centenas de e-mails e comentários em relação a alguns posts que escrevi sobre alguns suplementos. Não tenho nem como responder a todos, tamanha a quantidade. São pessoas de todos os tipos que desejam tirar dúvidas, me xingam, me elogiam, me agradecem, me questionam, e por aí vai. 

Acho que consegui atingir o objetivo principal quando comecei a escrever, pois desde o início minha ideia não era criticar negativamente os suplementos, mas divulgar minha opinião sobre eles depois de avaliar suas possibilidades, sejam elas boas ou ruins, pois se considerarmos apenas as informações dadas pelo marketing das empresas que os produzem e, principalmente, daqueles que os vendem, somos bombardeados por grandes benefícios e ganhos e não se menciona nenhum tipo de problema. Parecem suplementos “perfeitos”. 

A grande maioria das pessoas querem atingir seus objetivos o mais rápido e, esta ansiedade por resultados as tornam presas fáceis. Eu não sou contra o uso de suplementos, nem mesmo falo pra não se usar, apenas gosto de avaliar se realmente este, ou aquele, produto farão somente o efeito que se propõe ou irão causar algo mais aos meus pacientes que eles, ou eu mesmo, não estão esperando.
Os posts mais visitados, e que mais me são questionados, são os que fiz sobre o OxyElite e Lipo 6 Black. Pra mim, o grande problema desses produtos são por conta do DMAA ou 1,3-Dimethylamylamine. Este é o principal ingrediente ativo contido neles, e é projetado para dar ao usuário a sensação de intensidade do treino aumentada, foco, e outros efeitos associados a altos níveis de adrenalina, mas também causam vários efeitos colaterais como: dores de cabeça, tremores, delírio, depressão, desidratação, suores excessivos, aumento da pressão arterial, palpitações cardíacas, etc.

Os fabricantes alegam que DMAA é um óleo extraído da planta gerânio e, por isso, está atualmente classificada como um aditivo alimentar, que não requer a aprovação pela FDA para ser vendido no mercado americano. Acontece que a United Natural Products Alliance (UNPA) alega que os fabricantes de suplementos não devem rotular DMAA como óleo de gerânio, ou como qualquer outra parte da planta gerânio, pelo fato de existir apenas um estudo dizendo que DMAA é um constituinte natural do óleo de gerânio. Este estudo é questionável e é repetidamente utilizado como referência aos fabricantes de suplementos. Já American Herbal Products Association (AHPA) aceita a possibilidade de óleo de gerânio conter DMAA, mas recentemente exige que seus membros não rotulem DMAA como óleo de gerânio ou como qualquer outra parte da planta gerânio. O estudo é este: Ping, Z.; Jun, Q. & Qing, L. (1996), ‘A Study on the Chemical Constituents of Geranium Oil, Journal of Guizhou Institute of Technology 25 (1): 82–85.

DMAA pode aparecer nos rótulos dos produtos sob muitos nomes, como:  Geranamine; geranium oil, extract, or any part of the geranium plant; 1,3-Dimethylamylamine; 1,3-dimethylpentylamine; methylhexaneamine (MHA); methylhexanamine; methylhexamine; 4-methyl-2-hexanamine; 2-amino-4-methylhexane. E diversos são os produtos no mercado que utilizam do DMAA em suas fórmulas, como por exemplo:  USPlabs Jack3d, USPlabs Oxy Elite Pro, NutrexLipo 6 Black Caps (his e hers), Nutrex Lipo 6 Black Ultra Concentrated (his e hers), Nutrex Hemo Rage Black Powder,  IsatoriPWR, Muscletech Neurocore, Muscletech Hydroxystim, Fahrenheit Nutrition LeanEFX, Muscle Warfare Napalm, All American Efx K-Otic, SNI Nitric Blast, SEI MethylHex, GNC Grenade.

Após a morte de dois soldados na mesma base no sudoeste americano, o Departamento de Defesa dos EUA proibiu a venda, e uso, de DMAA e produtos que contenham DMAA em bases militares. Os dois soldados que morreram sofreram ataques cardíacos fatais. O primeiro foi um rapaz de 22 anos que entrou em colapso durante um treino O segundo tinha 32 anos e entrou em colapso durante um teste de aptidão física, vindo a falecer um mês depois no hospital. Ambos tinham DMAA na corrente sanguínea e estavam participando de testes físicos difíceis e de alta resistência. Estes fatos recentes levaram a FDA a avaliar melhor alguns produtos e esta encaminhou à dez fabricantes de suplementos uma carta de advertência.

Quando o congresso americano definiu a política americana para suplementos alimentares, definiu-se como regra que qualquer ingrediente presente em suplementos a partir de 1994 deve apresentar um NDI. Uma documento contendo provas de segurança relativas ao uso deste ingrediente. Nas cartas enviadas pelo FDA, a organização deixa claro que DMAA não apresenta NDI, sendo estes produtos, até que se apresente provas de segurança, ilegais.

Após inúmeros relatos de efeitos colaterais graves, DMAA foi banido na Nova Zelândia e na Austrália, foi proibido pela U.S. Anti-Doping Agency, pela UEFA , pela WADA e está suspenso até segunda ordem pela FDA. Pelo visto seu banimento nos Estados Unidos é questão de tempo.

Por isso é preciso avaliar os riscos. Antes de começar a utilizar qualquer produto que seja, avaliem as possibilidades. Não utilizem baseando-se apenas nos benefícios ou nas boas experiências. Podem haver situações para as quais não estamos atentos. Estes produtos inegavelmente são capazes de reduzir a gordura corporal, mas seu uso deve ser muito criterioso e nem todos podem usá-lo. Eles são perigosos pra muitos e muita pesquisa ainda necessita ser realizada. Pra mim não vale o risco. Não há segurança. 

Os resultados de muitos que me xingam podem ter sido ótimos, perderam quilos e mais quilos de gordura. Ótimo. Fico feliz que vocês não tiveram nenhum efeito negativo, mas saibam que não são apenas vocês que me mandam mensagens, muita gente quer mais informação, pois passaram muito mal e tiveram medo de continuar o uso e ter algo pior. Talvez até mais gente que os que tiveram bons resultados. 

Vou aproveitar e responder uma pergunta que muito me é feita pelas pessoas. Qual termogênico eu recomendo. A resposta é: disciplina alimentar e treino vigoroso. Não adianta querer queimar etapas, não vai dar resultado se não comer correto e treinar forte. Só assim vocês vão ter reais resultados e que vão durar muito tempo. 

Lembrem-se “Só os fracos buscam atalhos”.

Referências:
FDA. FDA challenges marketing of DMAA products for lack of safety evidence. April 27, 2012. Disponível em: <http://goo.gl/1VUtX>
UEFA. Circular - Lista de substâncias proibidas pela AMAD 2012. Disponível em: <http://goo.gl/6CJqY>
AUSTRALIAN GOVERMENT. OxyELITE Pro capsules (often promoted as Oxy Elite Pro capsules). Department of Health and Ageing. Therapeutic Goods Administration. 2011. Disponível em: <http://goo.gl/CDuVC>
C. A. CLARK. Texas OxyElite Pro Lawyer. 2012. Disponível em: <http://goo.gl/pJRp8>
T. J. TRITTEN. FDA orders halt to sale of products containing DMAA. Stars and Stripes, 2012. Disponível em: <http://goo.gl/jRnMh>
THE NEW YORK TIMES. Army Studies Workout Supplements After 2 Deaths. 2012. Disponível em <http://goo.gl/TLZfp>
N. SINGER, P. LATTMAN, F.D.A. Sends Warning Letters to 10 Marketers of ‘Workout Boosters’. The New York Times, 2012. Disponível em <http://goo.gl/mR2I2>
SCHMIDT & CLARK. DMAA Crackdown May Impact GNC’s Stock Price. 2012. Disponível em <http://goo.gl/GPNLO>
SCHMIDT & CLARK. DMAA (dimethylamylamine) Lawsuit. 2012. Disponível em <http://goo.gl/ylZ2h>
SCHMIDT & CLARK. OxyElite Pro Lawsuit. 2012. Disponível em <http://goo.gl/TQLLQ>
THE SCHMIDT FIRM. FDA Sends Warning Letters to 10 DMAA Manufacturers. 2012. Disponível em <http://goo.gl/wMCcM>
THE SCHMIDT FIRM. Harvard Researcher Advocates DMAA Ban. 2012. Disponível em <http://goo.gl/w7FUw>
THE SCHMIDT FIRM. Harvard Researcher Advocates DMAA Ban. 2012. Disponível em <http://goo.gl/w7FUw>


O tecido adiposo é constituído basicamente por dois tipos de celulas: as que formam o tecido adiposo unilocular constituído por adipócitos brancos, e o multilocular constituído por adipócitos marrons. Segundo Velloso, o tecido adiposo marrom é um tecido altamente especializado que regula o gasto energético através de um processo denominado termogênese adaptativa. Anteriormente pensava-se que este tipo de tecido estivesse presente em humanos apenas até a primeira infância, mas pesquisas recentes o identificaram em humanos adultos saudáveis, trazendo novas perspectivas futuras em tratamentos da obesidade.
O adipócito branco, tem como uma de suas funções o armazenamento de triglicerídeos, chegado a armazenar mais de 80% de seu volume inicial. Este tecido possui uma gama de funções no organismo como: proteção mecânica, isolamento térmico, produção de diversos hormônios e ser o nosso principal estoque de energia, suprindo as necessidades do organismo em momentos de carência energética atravez de um processo chamado lipólise. Este tecido possui também as chamadas “células tronco”, capazes de gerar novos adipócitos ou outros tipos de células do corpo e, por isso, tem sido bastante estudado atualmente.

O tecido adiposo marrom é uma forma termogênica de tecido adiposo composto por ADIPÓCITOS MARRONS. A gordura marrom é ricamente vascularizada, inervada e densamente envolvida por MITOCÔNDRIAS que podem gerar calor diretamente dos lipídeos armazenados, ou seja, possui todo o maquinário necessário para “derreter gordura”.

No ultimo dia 11 de maio, cientistas da Universidade de Cambridge, identificaram uma proteína que regula a ativação do tecido adiposo marrom no cérebro e nos tecidos do corpo. Esta proteína, conhecida pela sigla BMP8B, segundo a pesquisa, pareceu ser muito específica na regulação do calor produzido pelo tecido adiposo marrom, tornando-se um mecanismo melhor para novas terapias que outros recursos como o hormônio da tireóide, por exemplo, visto que ele têm efeitos importantes em outros órgãos também.

Os experimentos mostraram que ratos que não possuiam a proteína BMP8B apresentaram mais dificuldade para manter sua temperatura corporal normal. Eles também se tornaram muito mais obesos do que os ratos normais. Além disso, quando os pesquisadores trataram células de gordura marrom com BMP8B elas reagiram mais fortemente a ativação pelo sistema nervoso. E, quando BMP8B foi administrada em partes específicas do cérebro houve um aumento da ativação de tecido adiposo marrom. O resultado foi que e os ratos que receberam BMP8B queimaram mais gordura e perderam peso.

Uma das principais características dos métodos atuais de perda de peso é o fato de se perder muito peso no início, e depois chegar a um platô, apesar de continuar a seguindo corretamente a dieta. Isso ocorre porque o corpo humano é incrivelmente bom em compensar as mudanças metabólicas. No caso em questão, ele pode diminui sua taxa metabólica para compensar. Assim, um modo de aumentar a atividade da gordura marrom poderia potencialmente ser usada em conjunto com as estratégias atuais de perda de peso ajudando a evitar a queda da taxa metabólica do indivíduo.

Agora resta-nos aguardar o andamento das pesquisas neste campo para termos novas esperanças em tratamentos como a obesidade e diabetes tipo 2. Será que BMP8B será tão efetiva em humanos quanto foi no ratos?

Até mais.

Referências:
A. J. WHITTLE, S. CAROBBIO, L. MARTINS, M. SLAWIK, E. HONDARES, M. J. VÁZQUEZ, D. MORGAN, R. I. CSIKASZ, R. GALLEGO, S. RODRIGUEZ-CUENCA, M. DALE, S. VIRTUE, F. VILLARROYA, B. CANNON, K. RAHMOUNI, M. LÓPEZ, A. VIDAL-PUIG. BMP8B Increases Brown Adipose Tissue Thermogenesis through Both Central and Peripheral Actions. Cell, 2012. Disponível em: < http://www.cell.com/retrieve/pii/S0092867412005077>
R. C. B. CASTRO Qual a diferença entre tecido adiposo branco e marrom? Nutritotal, 2010. Disponível em: < http://goo.gl/rWNXs >
C. P.M.S. OLIVEIRA Gordura marrom ("brown-fat"), Revista de Nutrição e Saúde, Oligoelementos
Nov/Dez-1999. Disponível em: < http://goo.gl/HwFUE >

L. A. VELLOSO O tecido adiposo marrom em humanos - conexões funcionais com o hipotálamo. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Médicas. 2012. Disponível em: < http://goo.gl/4mDl1>
M. H. Fonseca-Alaniz, J. Takada, M. I. C. Alonso-Vale, F. B. Lima. O tecido adiposo como órgão endócrino: da teoria à prática. J. pediatr. 2007. Disponível em: < http://goo.gl/vrzy7 >


Se eu pudesse recomendar apenas um alimento para compor a dieta de um atleta, com certeza a resposta seria banana. Esta fruta é uma das melhores opções que se pode escolher para o pré e pós-treino, visto que é uma excelente fonte de carboidratos, minerais, vitaminas e antioxidantes, todos distribuidos de forma equilibrada e conscistente.

Para a refeição pré-treino, ela é ótima, visto que possui uma quantidade satisfatoria de carboidratos, entre 25 a 50g, sendo uma mescla de três tipos diferentes, sacarose, frutose e glicose, ou seja, apresenta tanto carboidratos simples quanto complexos, com tempos de absorção e liberação diferentes, tão bom quanto muitos produtos pré-treinos caros que temos no mercado.

O exercício intenso é responsável por esgotar os estoques de glicogênio e, nós especialistas recomendamos sempre uma reposição pós-exercício à fim de promover uma recuperação eficiente destes estoques. Normalmente a recomendação é algum tipo de bebida esportiva carboidratada. Mas o que seria melhor, uma bebida energética ou a banana? Pesquisadores da Appalachian State University's Human Performance Lab in the Kannapolis, na Carolina do Norte, publicaram um artigo interessante, no ultimo dia 17 de maio, que responde esta pergunta.

Eles compararam o efeito agudo da ingestão de bananas versus uma bebida carboidratada à 6% em 75 km de ciclismo no desempenho pós-exercício, estresse oxidativo e função imune inata dos ciclistas e perceberam que não só o desempenho foi o mesmo, quer bananas ou bebidas esportivas, mas há várias vantagens em consumir bananas. Elas fornecem aos ciclistas antioxidantes que não são encontrados nas bebidas esportivas, bem como uma maior quantidade de nutrientes, incluindo potássio, fibras e vitamina B6.
Estas vitaminas e os demais nutrientes encontrados na banana atuam no seu sistema nervoso central, melhoransdo o desempenho e recuperação muscular. Potássio, previne cãibras musculares; vitamina C e manganês ajudam a prevenir doenças cardíacas e acidente vascular cerebral, além de ajudar a construir ossos, músculos, tendões e ligamentos mais fortes.

Sugestão Pré-treino: 1 banana de tamanho médio, 30 minutos antes do treino ou jogo.
Sugestão Pós-treino: 1 banana grande ou 2 médias com duas colheres de sopa de manteiga de amendoim ou Nutela.

Quem quiser conhecer mais detalhes relativos ao estudo, baixe o artigo em pdf em: http://goo.gl/9utd1

Referências:
D. C. NIEMAN, N. D. GILLITT, D. A. HENSON, W. SHA, R. A. SHANELY, A. M. KNAB, L. CIALDELLA-KAM, F. JIN.  Jin. Bananas as an Energy Source during Exercise: A Metabolomics Approach. PLoS ONE, 2012.


Estava lendo sobre novos suplementos e acabei encontrando este artigo escrito pelo David Barr. A hora me interessei por ele, pois se tratava de um suplemento pouco comum ainda, mas que vem chegando com força e substituindo gradualmente o uso de maltodextrina e dextrose. Trata-se do WAXY MAIZE.

Para quem não conhece, Waxy Maize (WMS) é um tipo de amido de milho rico em amilopectina, uma macromolécula ramificada de aproximadamente 1400 resíduos de α-glicose conectados.

As empresas de suplementos tem comercializado o WMS com a alegação de que ele repõe os níveis de glicogênio mais rápido do que outras fontes de carboidratos em uma taxa de 70%, insinuado que o mesmo seria a melhor opção de reposição de glicogênio muscular. Cheguei a receber vários representantes de empresas aqui no consultório que me trouxeram amostras e fizeram as mesmas alegações. Testei comigo e aprovei todos os quesitos, incluindo diluição e sabor. Mas ainda não havia tido a oportunidade de avaliar com mais cuidado, até que li o artigo do David Barr e me vi convencido a ponto de não sentir nem necessidade de eu mesmo analisar, bastando apenas transcrever as palavras dele.

A experiência de David Barr em pesquisa inclui trabalhos para a NASA no Centro Espacial Johnson, assim como estudos relativos ao efeito do consumo de proteína sobre o crescimento muscular. Ele é autor de 2 livros e mais de 50 publicações sobre treinamento aplicado e suplementação.

Estrutura da Amilose e da Amilopectina
Daqui pra baixo não são mais palavras minhas, mas os argumentos de uma pessoa bem mais entendida no assunto, com muito mais recursos e acessos. Vamos lá.

O Mito de amido de milho ceroso - Por: David Barr 29 de janeiro de 2009

O que é amido de milho ceroso? amidos cerosos são hidratos de carbono derivados de várias fontes tais como arroz, cevada e milho. O nome "ceroso" se refere ao fato de que, sob um microscópio existe uma grande semelhança com a cera real, embora seja apenas na aparência.

A principal característica do amido ceroso é que ele contêm, geralmente, uma grande quantidade de amido altamente ramificado chamado amilopectina. Um polímero altamente ramificado de glicose encontrado nas plantas. É um dos dois componentes do amido, o outro é a amilose. É solúvel em água.

Agora que sabemos do que estamos falando, é hora de vermos o mito. Começa pelo mito de que WMS é um tipo de carboidrato muito rápido por causa de sua alta concentração de amilopectina (> 99%), e enorme peso molecular e, devido a este peso molecular, WMS é absorvido pelo intestino mais rapidamente do que a dextrose ou a maltodextrina "carboidratos de rápida absorção", que por sua vez resulta em armazenamento de glicogénio muito maior.

Infelizmente, essas afirmações não podem ser fundamentadas. Na verdade, existem poucos estudos ainda realizados em WMS, e eles não são o que você poderia esperar. Felizmente, a primeira pesquisa sobre WMS não foi realizada apenas no exercício, mas a fez em atletas treinados, tornando seus resultados mais relevantes. Vamos dar uma olhada.


Top Secret: A Estudos WMS – O primeiro estudo comparou milho na forma de dextrose, WMS, e um placebo (4). Em contraste com reivindicações comuns, após a ingestão, tanto os níveis de glicose no sangue e resultantes de insulina foram semelhantes entre WMS e placebo, e 3 vezes mais baixa que a dextrose. O rendimento do esforço, medido durante o exercício de ciclismo, não foi diferente, quer após o uso dextrose ou ingestão WMS, foram semelhantes. Resumindo: O açúcar no sangue e insulina foram semelhantes no WMS, mas muito inferior à dextrose. 
 
O estudo seguinte examina a ressíntese de glicogénio em 24 horas utilizando WMS, maltodextrina, dextrose, ou amido lento (6). Com WMS o armazenamento de glicogénio induzido e o desempenho de esforço posterior não foi diferente do encontrado com o consumo dextrose ou de maltodextrina.

Um estudo mais recente observou WMS "amilopectina" em comparação com maltodextrina, sacarose (açúcar de mesa), e amido lento, utilizando 1 hora de testes de índice glicêmico (conduzidos por um dos pesquisadores que o inventaram em 1980) (1). Mais uma vez, o desempenho do WMS contradiz as afirmações frequentes sobre sua rápida absorção. Desta vez, os níveis de glicose no sangue não eram apenas menores do que os da maltodextrina, mas menor ainda do que o da sacarose. Na verdade, a resposta glicêmica do WMS foi baixa o suficiente para que os pesquisadores o chamassem de "tratamento de baixo índice glicêmico", como o amido lento.

Em  um outro estudo procurou-se, especificamente, investigar a resposta glicemica da ingestão de WMS comparada com uma mistura de maltodextrina e uma pequena quantidade de sacarose, e o pão branco (10). Curiosamente, a resposta de glicose sanguínea resultante de WMS foi semelhante ao de pão! Como seria de esperar, esta também foi um pouco menor do que a mistura de maltodextrina + sacarose. Além disso, a resposta da insulina foi significativamente menor para WMS, mesmo em comparação com o pão (e, claro, muito menor do que maltodextrina). Ou seja, um pedaço de pão era capaz de obter melhores resultados.

Um ultimo estudo comparou a resposta glicemica de 25g de WMS cozida com água até formar uma pasta, para que a mesma quantidade de glicose (5). Este estudo é diferente dos estudos anteriores que utilizaram WMS crua. Os níveis de açúcar no sangue eram semelhantes entre os grupos, levando os pesquisadores a dar ao WMS uma classificação de índice glicêmico de 90. Valor semelhante ao da dextrose.

Obsevando os resumos acima parece haver discrepâncias. Depois de tudo, as respostas variam de ser ligeiramente pior que a dextrose (5), para muito pior que a dextrose (4) ou açúcar e maltodextrina (1), para ainda pior do que o pão (10). Embora nenhum deles provavelmente faça você querer usar WMS, ou apoie as reivindicações comuns sobre o assunto, as diferenças são suficientes para fazer você se perguntar o que está acontecendo.

Após contato com National Starch and Chemical Company (NS) eu descobri que existem diferentes formas de preparar amido ceroso. Estes tratamentos podem alterar as propriedades do WMS, tal que, possa ser absorvido de forma diferente. Por exemplo, amido cozido é mais prontamente absorvido do que sua versão não cozida. Devo admitir que isso me deu um vislumbre de esperança de que qualquer WMS disponível para venda só iria usar o mais rápido "tipo". Infelizmente, esta empolgação passou com a verificação de um tipo de amido (11), chamado amioca, e tio como o tipo mais rapidamente hidrolisado produziu alguns dos piores resultados de desempenho quando comparado com carboidratos realmente rápidos (1, 4).



As discrepâncias residem no fato de que a "rapidez" foi, originalmente, determinada com enzimas digestivas em um tubo de ensaio (11), ou era em relação a um amido muito lento (1, 11). A partir disso podemos ver que, ao contrário da opinião original, teor alto de amilopectina não é sinônimo de rápida digestão ou absorção. Assim, o mais rápido WMS pode ser quase tão bom como a dextrose ou maltodextrina, mas como podemos ter certeza de que tipo estamos utilizando? Naturalmente, você não espera que as empresas admitam que elas estão vendendo os "mais lento" tipos de WMS. Pensando nisso, a ausência de informação disponível me faz pensar se alguém sabe, realmente, o que está sendo ingerido.

Então, de onde surgiu esse mito? A fábula foi realmente criada a partir da aplicação errada de dois poderosos estudos de carboidratos (7, 9). Estes estudos utilizaram um extrato de carboidratos chamado Vitargo, e foram referenciados no rótulo de um produto, agora extinto, que continha este carboidrato. Quando verificamos o rótulo ficou claro que este suplemento havia retirado o Vitargo (que por sua vez, é um extrato de carboidratos) e o colocado como... amido de milho ceroso!

E o mito nasceu: uma pesquisa mostrando que Vitargo tinha rápido esvaziamento gástrico e reposição de glicogênio foi igualada com a idéia de que carboidratos de alto peso molecular (isto é, WMS/amilopectina) tinham as mesmas propriedades.

Basta dar uma olhada em todas as referências de WMS, se você puder encontrá-las, e você vai ver pelo menos um desses estudos listados: Leiper et al, (2000) ou Piehl Aulin et al.. (2000). Na verdade, estes também são de onde o esvaziamento gástrico, muitas vezes especificado, a taxa de absorção, e os números de ressíntese de glicogênio vêm.

Talvez a pior parte não seja que estes estudos utilizaram o Vitargo, que não deriva do amido de milho ceroso! É isso mesmo, a dados citados para o WMS extraídos da utilização um carboidrato extraído de fécula de batata (7, 9). Como se, para adicionar um ponto de exclamação cômico, a fécula de batata em si, nem mesmo era da variedade cerosa.

Resumo: As mais comuns "informaçõs sobre amido de milho ceroso" vem de um extrato de carboidratos que não era originalmente de cera nem mesmo derivado do milho.


Bom pessoal, vejam só que confusão. Mas parece que o David Barr conseguiu esclarecer bem. Confesso que mesmo eu fiquei encantado com a qualidade proposta pelo Waxy Maize. Agora é voltar à velha escola e aos bons e velhos carboidratos que já estavamos acostumados.

Até mais!

Referências David Barr:
  1. Anderson GH, Catherine NL, Woodend DM, Wolever TM. Associação inversa entre o efeito de carboidratos em glicose no sangue e posterior ingestão de alimentos a curto prazo em homens jovens. Am J Clin Nutr. 2002 Nov; 76 (5) :1023-30.
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Continuando a falar sobre o Thermo Fire, vou seguir falando sobre a versão dele em sachês. O Thermo Fire Drink Mix ou seria Thermofire Stick Pack?

Na verdade era pra ser o mesmo, mas pela adequação à legislação, o “Drink Mix” é o nacional e o “Stick Pack” o produzido nos EUA.

O Thermo Fire Drink Mix promete mais energia e performace, aceleração do metabolismo e gasto de calorias e queima de gorduras mais rápida. Vem em sachês de 5 gramas, ao invés de cápsulas, e é feito dos seguintes ingredientes: maltodextrina, taurina (1000ml/250mL), glucoronolactona (625mg/250mL), cafeína (87,5mg/250mL), inositol (50mg/250mL), ácido pantotênico, vitamina B6, vitamina B2, vitamina B1, vitamina B12, aroma artificial de salada de frutas, edulcorantes acesulfame-K e sucralose.

Maltodextrinaé um carboidrato de fácil digestão feita a partir da hidrólise do amido de milho, arroz ou fécula de batata. Seu nome é derivado da junção maltose e dextrose. Maltodextrina é facilmente digerível, sendo absorvida tão rapidamente quanto a glicose. É pouco doce e quase sem gosto e também é livre de glúten, tornando-o seguro para aqueles com alergia ou intolerância ao glúten. A maltodextrina é muito utilizada na nutrição esportiva, pois apresenta propriedades vantajosas. É frequentemente usada na produção de bebidas hipercalóricas ou géis isotônicos, geralmente em combinação com a frutose. Elas estão disponíveis no mercado de suplementos alimentares normalmente em sabores diferentes, como laranja, limão, tangerina, uva, guaraná com açai.

A Taurina é um aminoácido que apoia o desenvolvimento neurológico e ajuda a regular o nível de água e sais minerais no sangue. Seu nome deriva da palavra latina taurus (touro) porque foi isolado pela primeira vez a partir de bile de boi em 1827. Possui muitos papéis biológicos fundamentais, tais como conjugação de ácidos biliares, antioxidante, osmorregulação, estabilização da membrana e modulação da sinalização do cálcio. É essencial para o sistema cardiovascular, função e desenvolvimento do músculo esquelético, retina e do sistema nervoso central. A taurina é regularmente utilizada como ingrediente em bebidas energéticas, contendo 1000 a 2000 mg por porção. Estudos não encontraram efeitos adversos para até 1.000 mg de taurina por quilograma de peso corporal por dia. Acredita-se que a eficiência da taurina em bebidas energéticas seja devido a um aumento da atividade da cafeína, quando presente. A quantidade de bebida energética que uma pessoa pode beber sem danos a sua saúde, como qualquer outro estimulante, dependente da sua sensibilidade para com seus componentes (como a cafeína) e varia muito de um indivíduo para outro. O perigo maior é a sua mistura com outras substâncias, especialmente o álcool ou antidepressivos podendo causar perturbações do ritmo cardíaco, e criar problemas no futuro.

A Glucuronolactona é um carboidrato derivado do metabolismo da glicose, produzido naturalmente no corpo humano e é um importante componente estrutural de quase todos os tecidos conjuntivos. Utilizado em muitas bebidas energéticas em combinação com a cafeína e taurina. O nível sem efeitos adversos observáveis de glucuronolactona é de 1000 mg / kg / dia.

Sobre a cafeína já falei na primeira parte. Leia aqui.

O Inositol, em geral, é uma substância similar à uma vitamina, apesar de seus efeitos serem ainda controversos. É encontrado em muitas plantas e animais e também produzida em laboratório. Ela existe em nove possíveis estereoisômeros, todos com sabor doce. Ainda que, tecnicamente não seja um carboidrato pela ausência do grupo carbonila. Inositol é comercialmente disponível como suplemento alimentar para os seres humanos e cavalos.
Os demais ingredientes são vitaminas do complexo B, aroma artifical e edulcorantes.

Não há nenhum componente compromentedor na formulação do Thermo Fire Drink Mix. É como se fosse um RedBull em pó. Só não recomendo o uso excessivo nem sua mistura com álcool.

Agora vamos ver o feito nos EUA. O Thermofire Stick Pack.

No Thermofire Stick Pack, a fórmula é totalmente diferente. Possui todos os extratos vegetais que existem no Thermofire normal (leia), sem sofrem nenhuma alteração. Todos em suas concentrações originais. A única diferença é que o ThermoFire é em cápsulas e o Thermofire Stick Pack é em sachês. Uma comodidade para aqueles que tem dificuldade de engolir comprimidos.

Se for pra comparar com o nacional, acredito que o potencial termogênico deste é bem maior, visto que apresenta vários extratos ricos em xantinas. Segundo o fabricante o equivalente à 3 xícaras de café. O próprio fabricante, orienta: Não exceder dois sachês em um período de 24 horas; Utilizar por um período de 8 semanas; Não deve ser utilizados por menores de 18 anos, grávidas ou lactantes; Consultar um médico antes de iniciar o uso; Caso tenha alguma condição especial, complicações cardiovasculares, diabetes, doença renal ou hepática, não utilizar; Não utilizar em conjunto com outros estimulantes; Caso sinta batimentos cardíacos irregulares, dor no peito, tontura, dor de cabeça, náuseas ou outros sintomas similares procurar o socorro médico; Não exceder a dose recomendada.

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Boa tarde, hoje vou analisar um produto à pedido de um leitor.

O leitor Filipe Dalmatti Lima, me encaminhou uma mensagem solicitando a análise do suplemento Thermo Fire. Em minhas buscas encontrei dois suplementos com este nome. O Thermo Fire da Arnold Nutrition e o Thermo Fire da Prolab Nutrition.

Vou dividir este artigo em partes, pois pelo visto é muita coisa pra analisar. Primeiramente vou avaliar o produto da Arnold Nutrition.

A Arnold Nutrition não tem relação com o atleta Arnold Shwarzeneger. Trata-se de uma ramificação da empresa American Nutritional voltada para o mercado nacional de suplementos. A marca chegou no Brasil em 2005 com dois produtos: glutamina e BCAA. A sede da American Nutritional fica em Curitiba - PR. No país a marca distribui suplementos Arnold Nutrition, Gat, Genetics Tech, Fitness Pro, Stacker2 e Optmum Nutrition. Há um tempo atrás surgiram vaios comentários na internet sobre a possibilidade desta empresa não existir e enganar os consumidores se passando por uma empresa americana. Hoje vejo claramente que as pessoas estavam confundindo marca com empresa. A empresa é necional e distribui marcas internacionais. Simples não?

A Arnold produz várias versões de Thermo Fire: o Thermo Fire, Thermo Fire Drink Mix, Thermo Fire Hardcore e o Thermo Fire Shot. Hoje vou ficar somente com o padrão, depois verifico os demais.

Vamos começar pelo início buscando informações sobre os componentes da fórmula. Analisando o rótulo, percebo o seguinte: existem diferenças entre o produto importado legalmente e o produzido nos EUA. Ambos não trazem todas as informações que precisamos, mas vamos analisar em cima do que eles apresentam.

No rótulo em inglês, os ingredientes quase todos são extratos vegetais: Extrato de Guaraná (Paullinia cupana), Chá verde (Camellia sinensis), Erva mate (Ilex paraguarienensis), Laranja Amarga (Citrus aurantium), Cacau (extrato padronizado), Cafeina anidra, Evodia (extrato), Ioimbina, Vinca (extrato), Octopamina e o aminoácio L-tirosina.

No rótulo em português os ingredientes são: Guaraná, vitamina C, niacina, ácido pantotênico, riboflavina, vitamina B6, tiamina, ácido fólico, vitamina B12, cromo, glaceante ácido esteárico, antiumectantes celulose em pó e dióxido de silício, corante vermelho FD & C 6 LA1.

Para mim, são dois produtos diferentes com o mesmo nome, pois para se adequar à legislação nacional, o produto americano sofre alterações em sua fórmula. Deste modo, vemos que o produzido nos EUA é cheio de extratos vegetais ricos em cafeína, catequinas e metilxantinas, enquanto o importado para o Brasil é um multivitamínico com um pouco de guaraná. Vou descrever então os componentes do produto americano, pois faz mais sentido.

Extrato de Guaraná - Paullinia cupana: Guaraná é amplamente consumido por atletas, seja em suplementos ou em refrigerantes, sob a crença de que ele apresenta efeitos ergogênicos na "queima de gordura". Na literatura encontra-se descritos os efeitos estimulantes do sistema nervoso central, redução do estresse físico e intelectual, melhora da memória, tonificante do coração. Rico em metilxantinas como a cafeína, teofilina e teobromina, que justificam suas propriedades termogênicas.

Chá verde - Camellia sinensis: é uma espécie comum na Índia e na China. A partir de suas folhas é posssivel extrair vários tipos de chá, normalmente variando apenas pela maturação das folhas. Podem ser o chá verde, branco, vermelho, preto, oolong, etc. Segundo Cardoso, o extrato de chá verde parece ser eficiente tendo um efeito termogênico, além de promover maior oxidação da gordura corporal. O consumo desse chá possivelmente pode alterar a composição corporal e a taxa metabólica de repouso. Os seus efeitos são atribuidos à polifenois presentes no extrato conhecidos como catequinas, principalmente a epigalatocatequina-galato (EGCG).

Erva mate - Ilex paraguarienensis: é uma planta originária da região subtropical da América do Sul. Consumida como chá quente ou gelado, ou como chimarrão. É também conhecida, principalmente no mundo dos fitoterápicos como “Pholia Negra”. Assim como o guaraná, a erva mate contém várias substâncias bioativas (cafeína, metilxantina, teofilina e teobromina) que atuam com ação termogênica, podendo aumentar o gasto energético e, promover a lipólise, ou seja, a metabolização das gorduras no organismo.

Laranja Amarga - Citrus aurantium ou Zhi Shi em chinês: é o nome de uma árvore nativa para o sul do Vietnã que tem vários usos diferentes. Também conhecido como extrato de laranja amarga, Citrus aurantium ganhou popularidade em 2004, após a proibição da ephedra. Rica em sinefrina (oxedrine), que é estruturalmente semelhante à adrenalina, tem a capacidade de aumentar a termogênese, e reduzir o apetite. Embora nenhum evento adverso tenha sido associado à ingestão de produtos contendo Citrus aurantium, sinefrina pode aumentar a pressão arterial em humanos e outras espécies, e tem o potencial de aumentar os eventos cardiovasculares. Há poucas evidências de que os produtos contendo Citrus aurantium sejam eficazes para perda de peso. Porém, a sinefrina tem efeitos lipolíticos em células de gordura, mas apenas em altas doses, e octopamina não tem efeitos lipolítico nos humanos.

Cacau (extrato padronizado): na fórmula do Thermo Fire, o extrato padronizado de cacau possui uma concentração de 10% de teobromina, tiramina e feniletilamina. A teobromina é a principal metilxantina encontrada em produtos da árvore de cacau, Theobroma cacao. Produz efeitos semelhantes a outras metilxantinas, ou seja, a estimulação do sistema nervoso central, broncodilatação e vários efeitos cardiovasculares, mas em seres humanos esses efeitos não são potentes, sendo muito raras as intoxicações, embora seja possível que pode produzir dor de cabeça, perda de apetite ou alergias em pessoas sensíveis ou em grandes quantidades.

Cafeina anidra: A cafeína anidra é uma forma de cafeína muito pura e é absorvida mais rapidamente pelo corpo em relação ao café e outras bebidas com cafeína. Um comprimido contém aproximadamente a mesma quantidade de cafeína encontrada em uma a duas xícaras de café. Cafeína anidra é um ingrediente comum, e convenientemente adicionado, em comprimidos da perda de peso comerciais e, muitas vezes também, incluída em analgésicos como paracetamol, aspirina ou codeína. A cafeina anidra não é uma substância viciante.

Evodiamina: é um extrato alcalóide de uma planta chamada Fructus evodiae, e que tem sido apresentada como um possível auxiliar na redução e absorção de gorduras, mas sem comprovação de sua eficácia.
Ioimbina: Como eu já havia falado no artigo sobre o Lipo 6 Black, Yohimbine HCL significa Cloridrato de Ioimbina, um medicamento de prescrição usado para tratar a baixa libido e disfunção erétil, com potencial antioxidante e propriedades vasodilatadoras. Isso significa que aumenta a circulação sanguínea.

Vinpocetina: é um alcalóide semi-sintético derivado da vincamina. E relatado por aumentar o fluxo sanguíneo cerebral e os efeitos neuroprotetores. É usada como uma droga na Europa Oriental para o tratamento de distúrbios vasculares cerebrais e perda de memória relacionada à idade. É amplamente comercializada como um suplemento para vasodilatação.

Octopamina (β ,4-dihydroxyphenethylamine): é uma amina intimamente relacionado com norepinefrina, e tem efeitos sobre os sistemas adrenérgicos e dopaminérgicos. Também é encontrada naturalmente em muitas plantas, incluindo laranja amarga. Quimicamente semelhante à efedrina ma-huang, teoricamente poderia suprimir o apetite e promover a quebra de gordura, mas há pouca evidência convincente.

L-Tirosina: é um aminoácido. O corpo faz tirosina a partir de outro aminoácido chamado fenilalanina. Tirosina também pode ser encontrado em produtos lácteos, carnes, peixes, ovos, nozes, feijão, aveia e trigo. Tirosina é usada para depressão, déficit de atenção, hiperatividade, insônia narcolepsia. Tirosina é importante para a estrutura de quase todas as proteínas no corpo. É também o precursor de vários neurotransmissores, incluindo L-dopa, a dopamina, norepinefrina e epinefrina.

Pelos componentes da fórmula, não vejo nenhum problema em relação à utilização deste produto. Os seus componentes são comuns em muitas fórmulas fitoterápicas manipuladas. Deve-se levar em consideração, porém que existe marketing por traz de todos os suplementos e seus efeitos variam de pessoa pra pessoa e não há garantia de que vá funcionar com você. 
Assim que for possível continuarei este assunto em um novo post falando agora dos demais produtos da linha Thermo Fire da Arnold Nutrition.

Até breve.

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OxyElite Pro - Pote
Boa tarde pessoal, muitos me enviaram e-mails perguntando se eu sou contra o uso de suplementos alimentares, já que meus últimos comentários sobre alguns deles não foram positivos. Gostaria de esclarecer, antes de tudo, que eu não sou contra o uso de suplementos. Sou à favor, apenas, de seu uso consciente. O motivo de, ultimamente, eu comentar fatos negativos de alguns suplementos não é minha culpa, mas dos suplementos mais utilizados na atualidade, como Jack3d, naNO Vapor e Lipo 6 Black. Estes medicamentos que se fazem passar por suplementos alimentares são perigosos para a saúde e na maioria das vezes são mau utilizados pelo leigo. Recentemente houve até caso de óbito por uso destes produtos. Desta forma, eu vou continuar a realizar as minhas análises dos produtos que me chamarem a atenção, e citar seus componentes, mecanismo de ação, efeitos colaterais, etc. A bola da vez hoje é o OxyElite Pro.

Como já devem imaginar, OxyElite Pro é outro afamado “suplemento” que entra em nosso país pela porta dos fundos, visto que não tem permissão para ser comercializado legalmente em território nacional. A Anvisa, órgão que regulamenta o comércio de medicamentos e suplementos no Brasil, é muito rigorosa e não libera a venda de produtos sem baseamento científico. Muito menos substâncias perigosas mascaradas como suplementos.

Informações nutricionais do OxyElite Pro
OxyElite Pro contém menos susbtâncias ativas que seus parentes (Jack3d, Lipo 6, etc), sendo apenas seis tipos. Bauhinia purpurea L., Bacopa monnieri, Extrato de Gerânio ?, Cirsium oligophyllum, e Rauvolfia canescens L. e Cafeína. Olhando pelos vários nomes científicos imagina-se que são extratos vegetais e, como muita gente acredita, extratos vegetais não fazem mal à saúde não é verdade? É natural. É aí que muita gente se engana. Vários extratos naturais apresentam efeitos que, acredito, vocês não vão gostar nada de saber. Querem ver?



Bauhinia purpurea L.: é uma planta nativa da China, conhecida também como unha-de-vaca, "orchid tree" e "butterfly tree". Muito utilizada na medicina chinesa como antibacteriana, analgésica, anti-diabética, antiinflamatória, antidiarréica, anticancerígena, nefroprotetora e por regular a atividade de hormônios tireoidianos. Na tireoide, hipoteticamente, seu extrato aumenta a conversão de T4 em T3, que é mais metabolicamente ativo.

Sachê contendo duas cápsulas
Bacopa monnieri: é uma planta comum na medicina tradicional indiana conhecida por melhorar a capacidade cerebral melhorando a transmissão de impulsos nervosos. Possui ação antiinflamatória, antitérmica, sedativa e como agente anti-epiléptico. Sugere-se também que ela afete a produção natural de hormônios da tireoide, estimulando um aumento na produção de T4. Parece que a ideia seria promover um efeito sinergico entre a Bacopa monnieri e a Bauhinia purpurea L. Aumentando a produção de T4 (Bacopa monnieri) e a conversão de T4 em T3 (Bauhinia purpurea L). Lindo isso, mas como disse em outros posts, mexer na função da tireoide sem necessidade clínica não é uma boa ideia.
Outros efeitos adversos encontrados foram: toxicidade hepática grave, problemas gastrointestinais, incluindo a frequência aumentada das fezes, cólicas abdominais e náuseas; boca seca, sede excessiva e aumento da frequência urinária, palpitações cardíacas, e a pior de todas, Bacopa monnieri pode afetar a fertilidade masculina.
 

Extrato de Gerânio: Na verdade, coloquei uma interrogação neste ponto, pois ontem eu fiz uma descoberta que eu não sabia sobre ele. A substância que supostamente é encontrada neste extrato já é nossa velha conhecida aqui no blog. A 1,3-Dimetilamilamina. A descoberta que fiz é que a AHPA (American Herbal Products Association), está solicitando que, à partir de janeiro de 2012, produtos que contenham esta substância não associem ou citem no rótulo como óleo de gerânio ou como qualquer parte da planta gerânio. Uma revisão crítica da literatura científica feita pela AHPA determinou que não há provas credíveis de que o componente 1,3-Dimetilamilamina é encontrado em espécies de gerânio. 1,3-Dimetilamilamina, também conhecida como 1,3-metilexano; metilexanoamina; metilexanamina; metilexamina; 4-metil-2-hexanamina, e 2-amino-4-metilexano, foi uma droga descongestionante nasal sintetizado pelo químico Eli Lilly, em 1971 e conhecida como Forthane. Mais recentemente, tem sido utilizada em diversos suplementos alimentares com a finalidade de perda de peso e musculação. É uma substância semelhante a uma anfetamina leve. O mais assustador é que, seus efeitos colaterais não são bem estudados ou conhecidos, e tem havido ambos os relatórios positivos e negativos sobre seus efeitos. O produto foi proibido no Canadá, que geralmente é mais rigoroso em relação a suplementos que a maioria dos países.No fim de 2010 a diretoria da UEFA citou várias substâncias que estão proibidas aos seus atletas participantes, e a Metilexamina está entre elas.

Cirsium oligophyllum: é uma planta encontrada, principalmente, na África e na Europa e, recentemente, começou a aparecer no mundo dos suplementos nutricionais com a alegação de que seu extrato ajuda a perda de peso. Na literatura científica só existe um artigo. Trata-se de um estudo japonês feito com a Cirsium oligophyllum. O estudo sugere que o extrato seria capaz de reduzir a gordura corporal, especificamente a gordura subcutânea através do aumento de atividade da cafeína, promovendo um efeito lipolítico mais potente. Este efeito seria, em torno de, dez vezes maior. Tudo bem que há estudo dando informações, mas convenhamos, somente um. Ainda é cedo para afirmar com certeza este efeito sinérgico.
Rauvolfia canescens L:também conhecida como RauvolfiatetraphyllaL. Seu extrato é rico em um composto ativo chamado Rauwolscine, que também é conhecida como α-ioimbina e corynanthidine. É um análogo da ioimbina, mas seus efeitos diferem um pouco. Atua como um bloqueador adrenérgico, exercendo um efeito vasodilatador periférico. Para saber os efeitos da ioimbina leia: Lipo 6 Black – Análise do Suplemento.

Rauvolfia não deve ser ingerida por pessoas que sofrem de depressão, ulcerações ou apresentem tumor da glândula adrenal. Além disso, mulheres que estão amamentando ou grávidas devem evitar esta substância, já que pode passar através do leite materno e pode ter efeitos desconhecidos sobre o feto. Os efeitos colaterais da Rauvolfiaincluem congestão nasal, depressão, cansaço e disfunção erétil, depressão grave, aumento de apetite e ganho de peso e sonolência. A operação de veículos ou máquinas pesadas deve ser feita com precaução.

Tamanho da cápsula comparada à uma moeda.
Cafeína:A cafeína, chamada quimicamente de 1, 3, 7 trimetilxantina,pertence ao grupo das xantinas. É metabolizada pelo fígado e tem efeitos em vários tecidos, como no Sistema Nervoso Central, musculatura esquelética, cardíaca, lisa brônquica, na função renal e no trato gastrintestinal. Ela induz uma estimulação indireta do sistema nervoso, aumentando a excitação dos motoneurônios, facilitando o recrutamento das unidades motoras dos músculos. Além disso, aumenta a atenção, a concentração, melhora do humor, melhora o tempo de reação, aumenta a liberação de adrenalina e noradrenalina, a mobilização de gorduras e seu uso como energia pelos músculos.

Informações e avisos quanto ao risco de uso deste produto.
Conclusão: 
OxyElite Pro não justifica seu uso. Seus componentes, em sua maioria, não apresentam respaldo científico, a maioria dos estudos encontrados foram feitos em modelos animais, e não foram reproduzidos em humanos. Excluindo a cafeína, nenhuma das substâncias me apresentou garantias reais de que agem na degradação de gordura sem comprometimento da saúde. Assim, não recomendo seu uso. Alimentação adequada, exercícios sérios e disciplina podem promover resultados bem melhores que os esperados pelo uso deste produto.


Referências:
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Lipo 6 Black é outro produto muito comentado pelos meus pacientes. Moda em academias de todo o Brasil, propoe ser um suplemento termogênico queimador de gordura, fabricado pela Nutrex. Trata-se de um produto que sofreu várias reformas ao longo do tempo, "evoluiu" de apenas Lipo 6, à Lipo 6 Black.
Livre de ephedra, Lipo 6 Black está sendo comercializado, fora do Brasil, como um produto altamente eficaz no quesito “queima de gordura”. Nos argumentos utilizados pelo fabricante, ele é , "o pior e mais cruel queimador de gordura que este planeta já viu". Então, como você pode imaginar, tem havido um enorme burburinho ao redor deste produto. 
A principal razão por trás da popularidade de Lipo 6 Black é o fato de que, mesmo que, tecnicamente falando, ele seja um "suplemento alimentar" seus criadores estão divulgando seus possíveis benefícios na queima da gordura, além das fronteiras das academias, alegando que, “Se a pessoa já não apresenta mais uma queima de gordura eficiente e busca algo que possa melhorar esta capacidade, já é um candidato excelente para usar Lipo-6 Black”. Assim, milhares de pessoas fecham os olhos às recomendações dos pofissionais e dão um jeito de conseguir um pote.

Versões existentes do Lipo 6.

Vamos analisar este produto com base nas informações descritas em seu rótulo para ver se ele é mesmo vantajoso.

Observo que um de seus primeiros ítens é o Citrus aurantium que, neste produto está patenteado com o nome de Advantra Z®, com uma concentração de 60% de sinefrina. Citrus aurantium é também conhecido como laranja amarga. Seu extrato é largamente comercializado como uma alternativa segura para ephedra em produtos destinados à perda de peso, mas, se mau utilizado, ele também pode de causar efeitos perigosos à saúde. Citrus aurantium contém sinefrina (oxedrine), que é, estruturalmente, semelhante à adrenalina e, como a efedrina, estimula o sistema nervoso central podendo aumentar o metabolismo. Embora, até agora, nenhum evento adverso tenha sido associado com a ingestão de produtos contendo Citrus aurantium, a sinefrina pode aumentar a pressão arterial, e tem o potencial de aumentar os eventos cardiovasculares. Além disso, Citrus aurantium contém 6',7'-dihydroxybergamottin e bergapteno, ambos capazes de inibir o citocromo P450-3A, podendo aumentar os níveis séricos de muitas drogas. As pesquisas mostram que a sinefrina tem efeitos lipolíticos em células de gordura apenas quando se encontra em altas doses, sendo que há poucas evidências de que produtos que contenham citrus aurantium sejam eficazes na perda de peso. Três estudos relataram aumento das taxas metabólicas com o uso de Citrus aurantium, no entanto, pelo menos dois desses estudos foram agudos. Atualmente, Citrus aurantium pode vir a ser o melhor substituto para o termogênico ephedra. No entanto, mais estudos são necessários para estabelecer esta razão definitivamente.

Propaganda diz que é um destruidor de gorduras inteligente.
O segundo componente é o Extrato de Gerânio (Geranium Surge). Este componente eu já comentei aqui em outra oportunidade quando analisei o Jack3d (veja). Ele é rico em 1,3-Dimethylamylamina, um composto químico capaz de imitar os efeitos da adrenalina, podendo promover efeitos termogênicos quando utilizado em doses controladas. O engraçado é que a Nutrex não diz quanto de extrato de gerânio o produto possui.

Outro componente é o Zingerone. Um estudo de 2008 mostra que zingerone, o principal componente picante do gengibre, impede o armazenamento de gordura, aumentando sua queima, em ratos. Posteriormente descobriram que o extrato de gengibre previne a obesidade, reduzindo a absorção de gordura pelo intestino delgado. Na pesquisa, o zingerone foi hipotéticamente responsável pelo aumento da eficácia das catecolaminas que induzem a lipólise, em 500%. Seria bom demais pra ser verdade não é? Mas devemos lembrar que o estudo foi conduzido em ratos. Ratos respondem muito mais rápido que os seres humanos a qualquer regime de perda de gordura. E outra, os pesquisadores alimentaram os ratos com 13g de zingerone, a mesma dose equivalente para os seres humanos, portanto, na prática, os resultados serão inevitavelmente mais sutis.

Um componente que me chama a atenção é o 3,5-Diiodo-L-Tironina.  O Lipo 6 Black apresenta 150 mcg deste composto. Vocês sabiam que este é um hormônio da tireóide? Sim, é o T2. Pesquisas sugerem que T2 atua em em nível mitocondrial, exercendo efeitos no metabolismo energético, estimulando a oxidação de ácidos graxos pela ativação de várias vias metabólicas. Mas T2 também possui a função de modular a ação de outros hormônios conhecidos com T3 e T4 que agem na tireóide. A tireóide é uma glândula que regula o metabolismo energético e a termogênese. Qualquer alteração na sua função normal pode modificar drasticamente o metabolismo, daí, mexer na tireóide não é uma boa ideia.

Produto apresenta versões voltadas ao público feminino.
Seguindo a lista o próximo componente é Yohimbine HCL. Este nome significa Cloridrato de Ioimbina, um medicamento de prescrição usado para tratar a baixa libido e disfunção erétil. Mas espera aí...o suplemento não é pra aumentar a queima de gordura? O que tem haver? Acontece que esta erva é um potencial antioxidante, demonstrando propriedades vasodilatadoras. Isso significa que aumenta a circulação sanguinea. O uso de cloridrato de ioimbina pode causar náuseas, tonturas, nervosismo ou ansiedade, sonolência e problemas estomacais. Além do cloridrato de ioimbina, Lipo 6 Black traz também a substância pura.

Os próximos são três tipos de feniletilamina. A “B-Feniletilamina HCL”, “N-Metil-B-Feniletilamina HCL” e “R-Beta-Metilfeniletilamina HCL”. Compostos químicos encontrados, geralmente, no chocolate e possuem grande semelhança estrutural com a anfetamina, daí possuir ação semelhante no bloqueio do apetite e dar sensação de bem estar. Feniletilamina é metabolizada pela MAO (monoamino oxidase), o que impede que a feniletilamina chegue à corrente sanguínea, daí estes produtos como o Lipo 6 Black conterem inibidores da monoamino oxidade (IMAO), permitindo assim a ação da feniletilamina.

Por último, como de costume em todo termogênico, e o único componente que possui baseamento na literatura em relação à seus efeitos. A cafeína. No Lipo 6 Black ela vem em duas formas, cafeína anídra e 1-Metil Cafeína. Ela age como um estimulante e é normalmente utilizada para impulsionar a energia ou a concentração mental. A sua forma anidra, é a mais pura forma sintética da cafeína. Ela age também aumentando a ação de outras substâncias como a efedrina ou Ioimbina.

Benefícios do uso de Lipo 6 Black

Não vejo nenhum benefício extras com o uso de Lipo 6, ou qualquer outro estimulante, que a cafeína sozinha não apresente. O Lipo 6 Black até possui alguns ingredientes com ação comprovada, como a cafeína, mas, a maior parte dos seus componentes não têm aplicação direta na queima de gordura.

Efeitos colaterais do Lipo 6 Black

Lipo 6 Black apresenta componentes que podem causar vários efeitos colaterais, incluindo insônia, excitação excessiva, perda de apetite, agitação, tontura, câimbras, dormência, dores de cabeça, sensação de desmaio, aumento da freqüência cardíaca, sudorese, náuseas, dores de estômago e disfunção renal. Suas orientações no rótulo são tão agressivas que ele acaba sendo mais perigoso para a saúde que muitos medicamentos controlados. Vejam (em inglês):

Conclusão

Lipo 6 Black é só mais um dos métodos fracassados que visam uma rápida perda de gordura corporal. Possui diversos ingredientes que podem ser potencialmente prejudiciais à saúde e não garantem sucesso na promoção da perda de peso. Seus benefícios são menores, ou menos expressivos, que seus efeitos colaterais. Deste modo, na minha opinião, seu uso não se justifica.


Muscletech naNO Vapor
Se você é uma das pessoas que ficam se perguntando “O que é naNO vapor?”, então você está definitivamente no lugar certo. Trata-se de um produto importado, fabricado por uma empresa chamada MuscleTech, projetado para fornecer aos seus usuários um impulso extra de energia e aumento de força, permitindo desenvolver um treino intenso.

Acontece que não é bem por aí. Normalmente produtos deste tipo costumam falar maravilhas de suas qualidades, quase sempre utilizando palavras chave como “obtenção de massa muscular" e "ficar rasgado", e, com isto, muita gente se rende ao menor pretexto.
Observem os potes. Sempre apresentam imagens de bíceps montanhosos e abdômens definidíssimos, e as suas vantagens em letras garrafais.

Vamos ver o que consta na propaganda do naNO Vapor:

Estudo duvidoso mostrando dstribuição de calor.
  • Atualmente é o que há de mais moderno e avançado na área da suplementação.
  • Sua fórmula possui um sistema patenteado e único de ação. Sendo imediato e instantânea sua ação e eficácia.
  • A equipe de cientistas que inventaram a fórmula do Nano-Vapor, realizaram 2.180 estudos para chegar a tal fabulosa composição.
  • O naNO Vapor Hardcore Pro Series Powder não é como muitos outros suplementos, neste seguimento de pré-treino, que são somente um amontoado de compostos, sem combinação nenhuma, e resultado no final será um pequeno estimulo e nada mais.
  • Os ingredientes do suplemento ficam microscópicos ou seja nano. Assim tendo uma absorção e ação instantânea.
  • O naNO Vapor Hardcore Pro Series Powder aumenta naturalmente os níveis dos principais hormônios anabólicos. Além de aumentar a sensibilidade dos receptores hormonais.
  • Os componentes de naNO Vapor Hardcore Pro Series Powder trabalham de maneira sinérgica, interagindo uns com o outros. Assim tornando o resultado final do produto surpreendente para quem o usa.
  • O MUSCLETECH naNO Vapor Hardcore Pro Series Powder está classificado, no meio do fitness e do body-building, como o mais potente vaso anabólico e psicoativo do momento.
  • Até quem está acostumado a tomar suplementos, quando usa MUSCLETECH naNO Vapor Hardcore Pro Series Powder se impressiona.
Vejam que os argumentos são fortes, qualquer um, à primeira vista, ficaria bem empolgado. Mas vamos diluir os fatos:
Rótulo do produto cita estudo da Universidade de São Paulo.
Se tratando de um suplemento novo é importante haver estudos científicos que forneçam base para estes argumentos. No rótulo até consta que foi desenvolvido um estudo na Universadade de São Paulo, mas, até onde foram minhas pesquisas, não encontrei este artigo. Segundo diz, aqueles que usaram os componentes do naNO obtiveram oito vezes mais massa muscular do que os que não usaram. Fantástico! Mas cadê este estudo? Me arrajem este estudo pelo amor de Deus. O que eu li, na net, à respeito foi que as  pesquisas foram tão grosseiras que não foi possível rastrear os estudos, como eu mesmo constatei.  E ainda, consta que um representante da Iovate Health Services Inc., que fabrica produtos MuscleTech, disse que ninguém estaria disponível para responder a perguntas sobre o produto. Boa!!!

Votando. Eles citam que o naNO não possui um amontoado de substâncias e que seus componentes trabalham de forma sinérgica. Só que, pelo que vi, ele possui mais de 50 ingredientes, incluindo uma longa lista de aminoácidos (como L-arginina e L-leucina), estimulantes (como cafeína e taurina), várias vitaminas e minerais, e açúcar. Contém ainda uma quantidade não revelada de creatina, um composto natural feito dos aminoácidos L-arginina, glicina e L-metionina. Será que 50 ingredientes é pouco? Não é amontoado? E a sinergia disso, onde está?

Lista de componentes. Pelo menos 50 substâncias.
E o lance da absorção? Quer dizer então que ele é bom porque seus nutrientes são microscópicos? São Nano? É por isso? Tem horas que acredito seria melhor ser surdo, no caso, cego. O "NO" do nome naNO refere-se ao óxido nítrico, um gás que vem recebendo os holofotes da comunidade body- building. A ideia é que o óxido nítrico irá melhorar os treinos, dilatando os vasos sanguíneos que alimentam os músculos. NaNO Vapor é apenas um de muitos dos chamados “suplementos de óxido nítrico” que, supostamente, aumentam sua oferta. O fato é que não há garantia de que naNO Vapor ou qualquer outro suplemento de óxido nítrico possa realmente melhorar seu fornecimento para os músculos. Embora algumas pesquisas sugiram que a L-arginina, um dos aminoácidos presentes no naNO Vapor, apresente este efeito, mas ninguém jamais demonstrou que óxido nítrico extra se traduza em melhores resultados no treino. São bons argumentos.

Mas outros argumentos utilizados na propaganda, pelo menos pra mim, exercem uma influência maior, pena que é negativa. O que vocês pensariam de um suplemento que promove o seguinte:

naNO Vapor Hardcore Pro Series Powder gera aumento de calor e irrigação sanguínea nos músculos. Você começa, literalmente, a derreter gordura e construir músculos.
Não ache estranho as pessoas começarem a te olhar na academia. Pois realmente vão olhar, devido sua carga de peso estar bem maior. E também suas veias que irão ficar todas expostas.

Fala sério, não parece papo de maromba? Como fazem uma popaganda com agumentos ridículos como este? “Derreter” gordura? mexer com a vaidade da pessoa? Pois as pessoas vão ficar te olhando na academia... sem contar que vai ficar veiudo, hehehe.

Mas e os argumentos negativos? Até agora eu só comentei em cima dos benefícios propostos, ainda tem os malefícios. Vamos aos avisos:
  • Produto destinado apenas para homens, e não destinados ao uso por pessoas menores de 18 anos.
  • Não use se você tiver um infarto do miocárdio (ataque cardíaco).
  • Pode causar vermelhidão e coceira.
  • Consulte um médico antes de usar se você tem sido tratado por, ou diagnosticado com, ou têm história familiar de qualquer condição médica incluindo cardiovascular, sistema nervoso central, ou problemas genito-urinários, feridas ou se você estiver usando qualquer tipo de medicação.
  • A inalação pode amplificar a resposta inflamatória das vias aéreas em pessoas com asma.
  • Uma colher deste produto contém tanta cafeína como entre um e um e meia xícaras de café.
  • Não consuma produtos com arginina outros ou outras fontes de cafeína (eg, chá, café, ou bebidas cola).
  • Não tome nas 4 horas após outra dieta consumindo ou programa de exercícios.
  • Interrompa o uso e chame um médico imediatamente se sentir batimentos cardíacos irregulares, dor no peito, tontura, dor de cabeça, náuseas ou outros sintomas similares.
  • Não exceder a dose recomendada. O uso inadequado deste produto não melhora os resultados e não é aconselhado.
  • Se suspeitar de uma overdose, contate seu médico e vá para a emergência mais próxima.
Quem, em sã consiência, após ler os avisos do produto, tem coragem de utilizar. Isso não é um suplemento. É um medicamento. Ele apresenta mais contraindicações que benefícios. Vamos aos efeitos colaterais:

  • Efeitos colaterais comuns: alguns efeitos colaterais mais comuns incluem dor no peito, tontura, batimento cardíaco irregular, náusea, dor de cabeça, vômito, diarréia, dor de estômago, rigidez muscular e alterações repentinas de humor.
  • Efeitos secundários graves associados ao uso naNOvapor: incluem reações alérgicas, dificuldade respiratória, erupções na pele, aperto no peito, urticária, fechamento da garganta e inchaço dos lábios, boca, língua e garganta.
Tá doido que eu vou recomendar o uso deste produto. Isso é uma bomba, não no sentido anabólico da palavra, mas literalmente explosivo.

Há meios muitos mais simples e baratos de fortalecimento muscular no mercado e, qualquer produto que combine creatina, carboidratos e proteínas do soro de leite, provavelmente, irá possuir tudo o que um levantador de peso possa necessitar. Na minha opinião, este suplemento é apenas mais uma moda de academia.


 
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