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PEDAGOGIA INCLUSIVA DA INFÂNCIA
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400471

     Diversos teóricos já abordaram a importância do corpo e do movimento na infância, não só para o desenvolvimento motor, mas, sobretudo, para o desenvolvimento global, considerando todos os aspectos da vida humana, dentre eles o afetivo, o cognitivo e o social. 

     Vivemos numa sociedade dinâmica que requer de todos nós, diariamente, atitudes seguras e ações provenientes de escolhas e decisões conscientes e autônomas. Requer, também, a necessidade de lidarmos com situações imprevisíveis que demandam uma grande capacidade de adaptação e criatividade. No entanto, tais habilidades não se desenvolvem da noite para o dia, num estalar de dedos. Tais capacidades e habilidades resultam de processos pedagógicos e experiências que estimulem o seu desenvolvimento em condições ideais e satisfatórias. 

   No âmbito da Educação Infantil, lamentavelmente, muitas escolas, de forma ingênua, ao transformarem o processo pedagógico destinados às crianças em mera escolarização, acabam por suprimir um elemento de fundamental importância não só para o seu desenvolvimento presente como para o futuro, amputando capacidades, habilidades e competências que afetarão suas vidas e limitarão o desenvolvimento de suas potencialidades humanas, em diferentes aspectos. 

     Trabalhar o corpo e o movimento como instrumentos de inclusão social, pressupõe o respeito, em primeiro lugar, à criança. Importante destacar que aqui estamos nos referindo a todas as crianças que possuem o direito constitucional ao desenvolvimento de todas as suas potencialidades através da educação infantil, independente das limitações que possam apresentar. 

     No vídeo a seguir, o doutor em educação física, Marco Santoro nos fala sobre corpo e o movimento nas instituições escolares, sua importância e relevância para o desenvolvimento global do indivíduo, numa abordagem primorosa.Adorei e espero que vocês, também. 

      Estamos iniciando um novo ano letivo, certamente repleto de muitos desafios. Lembrando que a superação de cada desafio promove ao mesmo tempo, crescimento tanto profissional quanto pessoal. Portanto, que venham os desafios! 

      UM FELIZ ANO ESCOLAR A TODOS!!! Bjs!!! 



.


       Certo dia, uma mãe nos procurou na escola, em busca de matrícula para seu filho que segundo ela, tem autismo. Desejava saber se haviam critérios para a matrícula, considerando que se tratava de uma criança com autismo.

       Foi então que a lembramos que a criança com autismo é, antes de tudo, criança. Portanto, tem direito à matrícula em qualquer escola, seja pública ou privada. Se necessário caberá à escola promover toda a acessibilidade, visando a superação das barreiras atitudinais e metodológicas, de modo a garantir sua plena inclusão.

      Após, garantir à mãe que seu filho seria bem atendido, pois a escola já tem experiência no atendimento à crianças com autismo, cujo desenvolvimento e superação de suas limitações foram surpreendentes. No lugar da preocupação inicial, surgiu um sorriso nos lábios e a expressão de alívio que foram expressas em suas palavras: "Sim, eu acredito que meu filho será bem atendido, aqui."


Crianças do CMEI numa aula-passeio pelos pontos turísticos de Manaus.
        É preciso entender que para os pais de crianças com deficiência o sentimento de superproteção é mais forte, porque seus filhos são mais vulneráveis em função das limitações que apresentam. E, lamentavelmente, nem todas as escolas estão preparadas para atendê-los. Isso, no entanto, não é justificativa. Já que é possível a cada um buscar esta qualificação. O mundo é dinâmico e os desafios devem ser vistos como motivação para o nosso crescimento, tanto pessoal quanto profissional. Quanto a aceitação do outro, do diferente, cada um prestará contas a Deus. O preconceito é inaceitável, venha de onde vier. 

      A melhor terapia para uma criança com autismo é aquela na qual promovemos sua inserção social através da convivência com seus pares. No Cmei Dierdre Gama Machado em Manaus/AM, as crianças que apresentam algum tipo de deficiência foram muito bem acolhidas por suas professoras. E, nos orgulhamos muito destas profissionais. Peço licença para parabenizar as professoras: Claudia Ferreira, Elenilde Mota Cabral , Simone Frazao e Clicce, pelo excelente trabalho que desenvolvem em prol da inclusão social e escolar de nossas crianças.


Paulinho na aula-passeio pela Ponta Negra em Manaus/AM.


       A socialização de Paulinho através da escola é a mais evidente prova de que a melhor terapia para uma criança com autismo é aquela que promove sua inserção social, com muito respeito e responsabilidade. Que nossas escolas possam tomar consciência da enorme relevância deste trabalho em prol de uma sociedade mais humana e justa para todos. Pois, incluir não é nenhum favor, mas, sobretudo., um dever moral e ético.  FELIZ NATAL!!!!

Paulinho com os amigos, feliz da vida!!!








       Recentemente, vasculhando na internet,  tive a felicidade de encontrar e assistir ao filme: MEU FILHO, MEU MUNDO. Trata-se da história real do casal  Neil Kaufman e  Samahria Kaufman, e sua experiência com o autismo.


     O filme nos mostra, sobretudo, a força e determinação desses pais que não se deixaram vencer pelo autismo. Eles o venceram.  A partir de um programa pedagógico,  criado de forma intuitiva, denominado Son- Rise, eles conseguiram curar o filho, que hoje dirige a “The Autism treatment center of  América”. Uma organização que já treinou milhares de pais e mães de vários países, dando-lhes aquilo que lhes haviam tirado, após um diagnóstico de Autismo: ESPERANÇA
.


    
      Neil Kaufman e Samahria Kaufman não se conformaram com os prognósticos dados pela classe médica ao filho,  que nos primeiros anos de vida foi diagnosticado com autismo severo, apresentando, ainda, um QI abaixo de 30.


     Um prognóstico é, antes de tudo, um juízo médico  antecipado baseado em diagnóstico. Uma previsão ou “profecia” do que os pais de uma criança com autismo devem esperar de seu filho. E, geralmente, os prognósticos são sempre desalentadores e pessimistas para estes casos.


     No entanto o casal Kaufman se negou a aceitá-lo. Eles acreditavam na possibilidade de cura e superação,  e isso o filme mostra com maestria.


O Método Son-Rise



     Fazendo uma análise pedagógica do Programa Son- Rise  é possível identificá-lo em vários aspectos com as teorias pedagógicas desenvolvidas por Vygotsky, cujo pensamento  coloca o processo de interação entre os sujeitos e o mundo  como a  base do desenvolvimento humano e da aprendizagem. 


     O casal Kaufman acreditava (e essa é a base do método) que a maior dificuldade da criança com autismo está na sua incapacidade de interação.  Sendo assim, todos os demais problemas advém desta dificuldade, como por exemplo a capacidade de comunicação. E, nisso, eles acertaram. Vygotsky defendia  a ideia de  que a aprendizagem move o desenvolvimento e não o contrário.

    Portanto, à medida que o sujeito passa a interagir com o mundo,  há como consequência o desenvolvimento de habilidade e capacidades humanas, dentre elas a linguagem.  Que no início é rudimentar e aos poucos vai se especializando, com a ampliação do repertório linguístico, que advém da expansão de suas experiências sociais, primeiramente com a mãe e aos poucos com outros pares e grupos sociais. O ser humano é um ser social. Portanto, a interação social é a base do seu desenvolvimento.




      Partindo desse pressuposto o programa  Son-Rise propõe que se promova  o máximo de interação com a criança, mas de um modo prazeroso e estimulante, tanto para esta quanto para seus pais. Afinal que graça tem interagir com alguém que não demonstra satisfação nessa interação?


     Para estes momentos lúdicos e de prazerosa interação, o casal criou em sua casa, no início da década de 70, o que denominaram de quarto do brinquedo. Um espaço específico para o desenvolvimento de atividades lúdicas com o filho que apresentava autismo. As atividades duraram por cerca de 3 anos, no fim dos quais a criança foi plenamente socializada.  A partir de então tal experiência passou a servir de referência de tratamento para crianças com autismo até dias atuais.


     O método do casal Kaufman demonstrou-se eficaz na cura do filho, apesar de todas as previsões  pessimistas da classe médica. Dizem que contra os fatos não existem argumentos. E o fato é que hoje o jovem Raun Kaufmam, filho do casal que criou o método Son Rise,  é  bem sucedido tanto no âmbito profissional quanto no pessoal. Graduou-se com honras em ética biomédica e, atualmente, dirige o centro de treinamento fundado por seus pais  em Massachusetts, nos EUA .


     O grande mérito do programa é devolver a esperanças aos pais de crianças e jovens com autismo. A partir daí superam-se crenças deterministas e equivocadas, assumindo-se  uma postura otimista em relação a esse transtorno.  “No Programa Son-Rise, a aceitação da pessoa com autismo, associada a uma atitude positiva – de entusiasmo e esperança – em relação ao potencial de desenvolvimento desta pessoa, são princípios básicos para o tratamento.”(Revista autismo/online)


     Pais de crianças com autismo devem acreditar, sobretudo, no infinito potencial de seus filhos, assumindo uma atitude  positiva diante da vida, de modo a promover com entusiasmo suas capacidades e habilidades tendo em vista sua inserção social. Tudo isso, com  grandes doses de afetividade e aceitação. Nós devemos isto às crianças e jovens com autismo.

Para saber mais, acesse:
http://www.autismtreatmentcenter.org/contents/languages/portuguese_version.php 



Imagens: Google








     
Jogo da velha
     Historicamente, o brincar e os jogos, de uma forma geral,  foram vistos ou concebidos como atividade recreativa, pura e simplesmente. Até bem pouco tempo, pouca pesquisa havia sobre a importância deste recurso como mediador na aprendizagem, especialmente, em espaços formais de ensino. No entanto, nos últimos anos tem crescido o interesse pelo estudo destes recursos a partir de sua relevância, especialmente, na educação das crianças tenham elas as características que tiverem.


Jogo de dominó
     Somos herdeiros de uma sociedade onde, tradicionalmente, o jogo e o brinquedo foram sempre vistos como mero entretenimento. Não é por acaso que alguns de nós, em algum momento da vida escolar, certamente ouviu da professora a seguinte expressão: “agora é hora de estudar e não de brincar”;  mostrando-nos e incutindo em nós a ideia de que a aprendizagem está distante do ato de brincar( ou do prazer que este proporciona) e a ele se contrapõe. Talvez, justamente por isso, alguns professores se sintam desconfortáveis ao utilizar o jogo como mediador da aprendizagem em suas aulas.Tal preconceito em relação a esse recurso certamente impede que muitos professores o utilizem como uma potencial ferramenta de aprendizagem. 

Jogo "Feche a caixa"
     Pesquisas comprovam que os jogos de regras  além de promoverem  o desenvolvimento físico e psíquico das crianças, estimulam, também, o desenvolvimento de habilidades sociais, a cooperação, a iniciativa, a atenção, a autonomia, a autoestima, o desenvolvimento do raciocínio, a capacidade de lidar com as frustrações e os limites, dentre outros.


Atividade em grupo com bola e tecido.
     No entanto, a criança não nasce sabendo jogar, ela aprende. Para tanto, necessita da mediação pedagógica do adulto para participar de sua dinâmica. A seguir,  a experiência de uma professora que desenvolve o jogo de regras na Educação Infantil, com orientações do passo a passo, para que a atividade aconteça de modo satisfatório. Acesse http://pedagodiaano1.wordpress.com/2010/10/24/jogos-de-regras-na-educacao-infantil/


      Uma ótima leitura!!!!




        O  processo pedagógico fundamentado na pedagogia Montessoriana está alicerçado sob três pilares: O ADULTO PREPARADO, O AMBIENTE PREPARADO E A CRIANÇA EQUILIBRADA. 


Para Montessori a criança é apaixonada pela ordem. O mundo é um caos.

O “adulto preparado” é aquele que orienta e conduz à criança no caminho do conhecimento. É fundamental que busque constantemente o seu aperfeiçoamento profissional, especialmente para dar conta dos desafios que a educação contemporânea impõe.

 Para os que se propõem educar crianças é importante conhecer como estas se desenvolvem etapa por etapa, assim como, identificar seus interesses e peculiaridades. Podendo fazer uso de um diário onde fará anotações sobre o que observa na criança: o que a interessa,  o que não a interessa, buscando pistas que dão informações sobre os pequenos.

Nessa perspectiva a educação não se limita ao repasse de conteúdos, mas, sobretudo, o preparo para a vida. Não se trata, apenas, da evolução do conhecimento, mas da evolução da própria humanidade. O professor montessoriano deve despir-se do orgulho e revestir-se de humildade. O afetividade deve estar presente na relação professor/aluno.

Ambiente deve ser enxuto. Tem apenas o que é necessário. A recursos devem estar acessíveis às crianças.
  
O ambiente deve ser organizado para atender e satisfazer a curiosidade das crianças e promover sua aprendizagem e em consequência, o seu desenvolvimento humano.

Os princípios que norteiam a pedagogia montessoriana  são:

       AUTOEDUCAÇÃO – a promoção da autoeducação se faz através da disponibilidade de materiais através dos quais a criança exercita e desenvolve suas capacidades e habilidades, com a pouca interferência do educador. Cabe a este instruir sobre o uso dos materiais e manter-se a certa distância, observando a interação da criança com o objeto, fazendo intervenções quando necessárias. O professor ensina e a criança repete a atividade quantas vezes quiser. Todas as lições são breves e suscintas.
          A criança inicia o aprendizado da escrita aos dois anos. Para promover esse desenvolvimento podemos propor a realização de atividades que estimulem os movimentos de pinça e a realização de contornos de objetos em vários formatos. Há também os jogos de encaixe, onde o próprio objeto em si já contem o controle do erro. No jogo do encaixe cada orifício admite apenas um objeto. Nesse caso o próprio material a corrige.  Não há possibilidade de completar o exercício se todas as peças não forem encaixadas no seu devido lugar. Nesse sentido podemos dizer que a própria criança se educa, à medida que aprende, pela manipulação do objeto, e através de suas tentativas, o modo correto de realizar a atividade.


O ambiente deve propor desafios que a criança possa superar.

         EDUCAÇÃO CÓSMICA – A educação cósmica parte da premissa de que tudo esta interligado. Seres vivos e não vivos, todos são interdependentes. A proposta pedagógica montessoriana  busca fazer a criança perceber e sentir esta ideia de interconexão entre o todo e as partes. A minhoca depende da terra e faz o adubo.  A criança percebe esta conexão através da observação da natureza.
        A educação cósmica respeita a ordem em que está disposto o universo. Permite uma percepção de mundo organizado, onde todos os elementos tem sua importância.. A abelha pousa na flor e produz o mel, permitindo que o universo prossiga o seu ciclo. Assim acontece com cada ser humano, a cada um cabe um papel. Desta forma se introduz o conceito de ecologia. 


Não existem provas. A avaliação se faz pela observação do desempenho da criança. O processo se repete até se tornar satisfatória a aprendizagem.

      EDUCAÇÃO COMO CIÊNCIA – É preciso considerar a observação científica e o como ensinar. A ênfase não é o conteúdo, mas em como este é ensinado. O professor ensina como explorar, se afasta e observa. Não deve interferir ou interferir o mínimo. O importante é observar como a criança aprende e elabora o conhecimento. Neste contexto não existem provas e a avaliação se dá pela observação do desempenho da criança. Se algo esta errado, repete-se o processo até que seja satisfatório o resultado.



Imagens: Google



     É muito comum crianças hiperativas, com excesso de atividade motora serem confundidas com crianças com TDA (transtorno do déficit de atenção) ou TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). Vale ressaltar que nem toda pessoa com déficit de atenção é necessariamente hiperativa. E este detalhe pode passar desapercebido pelos pais e/ou professores. Normalmente, a criança que incomoda mais é a criança hiperativa. Mas a hiperatividade motora por si só não determina se a criança é uma criança com TDA ou TDAH. Algumas pessoas leigas no assunto, especialmente, alguns professores quando se deparam com uma criança muito agitada, tendem a se antecipar ao diagnóstico, levantando a hipótese do transtorno. Isso, infelizmente é mais comum do que se imagina.

     O diagnóstico do TDA ou TDAH só pode ser feito por um profissional especializado nesse tipo de transtorno. O diagnóstico é clínico e tem como base o histórico do paciente. 

     A Dra.Ana Beatriz Silva, psiquiatra e  Presidente da AEDDA – Associação dos Estudos do Distúrbio do Déficit de Atenção, é especialista no assunto, cujo tema é tratado em seu livro "Mentes inquietas". A seguir uma entrevista em que a Dra. Ana Beatriz  nos fala de forma clara, simples e objetiva sobre o TDA.






       O conhecimento que adquirimos sobre o autismo  é, ainda,  muito limitado. No entanto, estamos constantemente em busca de respostas que nos permitam entender o funcionamento de uma criança com autismo de modo que possamos oferecer a estas uma educação que promova o seu desenvolvimento, saudável e harmônico, apesar das limitações que tal desordem, de natureza neurológica, impõe.

     Uma célebre autista, a Dra. Temple Grandin, ao compartilhar suas experiências e estudos realizados sobre o tema, tem nos permitido entender melhor as razões pelas quais crianças e jovens com autismo apresentam determinado comportamento, que para nós soa estranho. Para cada comportamento existe um motivo. Quando uma criança com autismo se fecha para o mundo ou busca o isolamento, por alguma razão ela o faz. Entender os motivos que a levam a se comportar de um determinado modo, nos permitirá identificar estratégias pedagógicas para ajudá-las a superar alguns desconfortos provocados por sua grande sensibilidade sensorial. Comportamentos estereotipados podem simplesmente ocorrer se a criança estiver ociosa.

 

Sobre isso e muito mais Temple Grandin tem muito a nos dizer, basta acessa o link http://www.universoautista.com.br/autismo/modules/works/item.php?id=17

Uma ótima leitura!!!

Imagens: Google


           Temple Grandin, uma célebre autista,  revela que sua necessidade por canalizar uma intensa inquietude a levou à escrever, resultando num efeito calmante. Eram três artigos escritos por noite, acrescentando que datilografar “furiosamente” a deixava mais calma e completando: “Eu me sentia muito nervosa quando não tinha nada para fazer (...) muitas das minhas fixações, à princípio, estavam relacionadas aos meus sentidos. Quando eu estava na quarta série, gostava de usar um certo tipo de propaganda eleitoral que era feita de duas placas de madeira presas de maneira que eu as vestia como se fosse um vestido. Na verdade, eu gostava de me sentir um sanduíche com as placas na frente e atrás. Alguns terapeutas dizem que o uso de uma veste mais pesada frequentemente reduz a hiperatividade”.

Um dos aspectos que, possivelmente, mais incomodam os familiares de pessoas que convivem com crianças e jovens com autismo, é o excesso de atividade motora e inquietude crônica. Um aspecto que de certa forma está relacionado à síndrome.

Crianças canalizando energia em atividade lúdica e sensorial
Quando vejo uma criança ou jovem com autismo, movido por grande inquietude motora, percebo um indivíduo ávido por realizar atividade, com uma energia intensa e dificuldades para canalizá-la, o que resulta em excessos de movimentos desordenados pela ausência de um direcionamento e pela incapacidade de ser compreendido no atendimento a esta demanda pelos que o rodeiam.

Pesquisas demonstram que vigorosos exercícios físicos podem diminuir o índice de comportamentos atípicos ou estereotipados, pois canaliza a energia do sujeito para uma determinada direção. Essa conduta autista é perfeitamente compreensível. Se pudermos nos imaginar  sentados um dia todo sem fazer nada, não conseguiríamos, a menos que estivéssemos doente, pois temos a necessidade de preencher o nosso tempo com alguma atividade que seja prazerosa. 

Como a criança com autismo não consegue verbalizar esta necessidade e não consegue canalizá-la de forma produtiva, sozinha, limita-se aos movimentos desordenados e desconexos.

Criança com autismo é, antes de tudo, criança.
              Causa-me grande incômodo a análise que especialistas fazem de pessoas com autismo, referindo-se, tão somente, à síndrome, como se ali não existisse um sujeito. E acabam por atribuir todo o comportamento do sujeito ao autismo, sem perceber que se trata de um ser humano com características próprias, sendo afetado por algo que está fora do seu controle.

          Um dos aspectos que mais me chamaram à atenção nos relatos de Grandin é o fato dela destacar com frequência a insistência de sua mãe em não se sujeitar ao autismo, mas se impor à ele. Ou seja, ela não deixou que o Autismo a vencesse, ela venceu o autismo. Temple Grandin é a prova viva deste feito. Tornou-se um ser humano perfeitamente ajustado e adaptado, uma cidadã do mundo.

 Grandin é uma profissional  que se destaca na sua área de atuação, além de contribuir com sua experiência de vida para que todos tenham uma melhor compreensão sobre o autismo, e da possibilidade da conquista de uma vida produtiva e plena.

              


Bom, depois do MAIS MÉDICO, virá o MAIS PROFESSOR, cuja justificativa é a falta de professores em regiões longínquas do país. Moro numa região entrecortada de rios, cujo transporte, na maioria das vezes, é feito via fluvial. Tive o prazer de visitar regiões distantes, onde só foi possível chegar de avião e barco. Essa experiência foi marcante, principalmente, porque percebemos o nível de carência destas populações em razão do descaso do poder público. Muitos defendem a manutenção da Zona Franca, mas nada se diz sobre o potencial de nossas reservas extrativistas que se exploradas, poderiam alavancar a economia do interior, sem afetar a floresta.

É preciso olhar com respeito e consideração para o povo que vive no interior. É fundamente tirá-lo do isolamento cultural em que vive e da falta de perspectiva.

Sobre o MAIS PROFESSOR, deixo expressa a minha indignação. Não consigo encontrar explicação plausível para os programas acima. O Brasil não precisa importar professores, mas dá importância aos seus, pagando-lhes um salário digno e investindo, com responsabilidade e transparência, os recursos destinados à Educação.

Muitos países fazem muito mais, com muito menos. Para começar, não mudam as políticas educacionais a cada quatro anos, para atender aos interesses da classe política que utiliza a escola como instrumento para implementar políticas assistencialistas visando se perpetuarem no poder. É UMA VERGONHA!!!




      A proposta pedagógica das Escolas de Educação Infantil de Reggio Emília, na Itália, é considerada uma das melhores do mundo. Por essa razão vale a pena conhecer um pouco desta trajetória educacional, caracterizada pela valorização e respeito à criança e de suas múltiplas linguagens.


  
O modelo pedagógico Reggio Emília, cujo nome é o mesmo da cidade onde teve origem, caracteriza-se pelo foco dado as mais variadas formas de expressão simbólica, assim como, pelo envolvimento dos professores, pais e comunidade no processo de ensino e aprendizagem.

Em 1945, os cidadãos de Villa Cella, na Itália, localidade próxima da cidade de Reggio Emília, clamam por uma educação que promova o sucesso escolar de seus filhos. Para tanto, unem-se para construir uma escola, cuja educação infantil é considerada a de melhor qualidade em todo o mundo: o modelo curricular Reggio Emília.

O teórico Loris Malaguzzi, ao tomar conhecimento da experiência, resolveu associar-se a essa iniciativa educacional inovadora.

A proposta pedagógica de Reggio Emília é construída colaborativamente com a participação efetiva dos pais,  crianças,  professores e comunidade, num trabalho coletivo.

 Os obstáculos ao processo são solucionados em parceria com todos os envolvidos, direta e indiretamente, na realização desse projeto. A filosofia da proposta está pautada no conhecimento e compreensão da criança, suas necessidades e interesses.

A criança é concebida como ser ativo, competente e, como tal, protagonista da sua própria aprendizagem e desenvolvimento.

A proposta passa a ser divulgada para toda a sociedade, nos espaços públicos, buscando desta forma ganhar o apoio e o investimento do município na educação destinada às crianças.

A COMUNIDADE E O MODELO REGGIO EMÍLIA DE EDUCAÇÃO

      A educação das crianças por ser considerada complexa, exige o envolvimento de toda a comunidade. Juntando-se a isso, há a crença na Itália de que o cuidado com a criança é responsabilidade de todos. Pretende-se, ainda, que todas as crianças tenham as mesmas oportunidades de modo a evitar desequilíbrios entre as famílias.

O sistema municipal de Reggio Emília é caracterizado por uma gestão participativa, envolvendo representantes de vários setores da comunidade local. Cada escola possui um Conselho de Administração, que se destina a solucionar problemas administrativos e apoiar pais e professores.

          O modelo teórico que sustenta a prática pedagógica destinadas ao atendimento das crianças na Educação Infantil, está sendo constantemente revisado. Na década de 50 foi influenciado por teóricos como: Rousseuau, Locke, Pestalozzi, Froebel, a Escola Ativa de Dewey e a Escola de Chicago. Posteriormente, introduz-se as contribuições de Claparède, Decroly, Freinet, Wallon, Dalton, Piaget, Vigotsky e Bronfenbrenner.

         As inovações continuam, fruto das pesquisas realizadas por Piaget, introduzindo conhecimentos matemáticos que são trabalhados de forma espontânea na vida cotidiana, dando ênfase ao pensamento lógico.

      O diálogo com as várias teorias e propostas pedagógicas, filosóficas, sociais, políticas e artísticas, conferem a esse empreendimento, credibilidade junto a comunidade científica internacional.

       Considerando o caráter  muito tradicional presente na maioria de nossas escolas infantis, contaminadas pelo olhar do adulto e insensível ao ponto de vistas da crianças, experiências como a apresentada acima, certamente, nos permitirão um novo olhar sobre a natureza do processo pedagógico que realizamos, na perspectiva de construirmos uma escola comprometida com o desenvolvimento e o crescimento de nossas crianças, nos seus múltiplos aspectos.

       

 




























     Diversos teóricos já abordaram a importância do corpo e do movimento na infância, não só para o desenvolvimento motor, mas, sobretudo, para o desenvolvimento global, considerando todos os aspectos da vida humana, dentre eles o afetivo, o cognitivo e o social. 

     Vivemos numa sociedade dinâmica que requer de todos nós, diariamente, atitudes seguras e ações provenientes de escolhas e decisões conscientes e autônomas. Requer, também, a necessidade de lidarmos com situações imprevisíveis que demandam uma grande capacidade de adaptação e criatividade. No entanto, tais habilidades não se desenvolvem da noite para o dia, num estalar de dedos. Tais capacidades e habilidades resultam de processos pedagógicos e experiências que estimulem o seu desenvolvimento em condições ideais e satisfatórias. 

   No âmbito da Educação Infantil, lamentavelmente, muitas escolas, de forma ingênua, ao transformarem o processo pedagógico destinados às crianças em mera escolarização, acabam por suprimir um elemento de fundamental importância não só para o seu desenvolvimento presente como para o futuro, amputando capacidades, habilidades e competências que afetarão suas vidas e limitarão o desenvolvimento de suas potencialidades humanas, em diferentes aspectos. 

     Trabalhar o corpo e o movimento como instrumentos de inclusão social, pressupõe o respeito, em primeiro lugar, à criança. Importante destacar que aqui estamos nos referindo a todas as crianças que possuem o direito constitucional ao desenvolvimento de todas as suas potencialidades através da educação infantil, independente das limitações que possam apresentar. 

     No vídeo a seguir, o doutor em educação física, Marco Santoro nos fala sobre corpo e o movimento nas instituições escolares, sua importância e relevância para o desenvolvimento global do indivíduo, numa abordagem primorosa.Adorei e espero que vocês, também. 

      Estamos iniciando um novo ano letivo, certamente repleto de muitos desafios. Lembrando que a superação de cada desafio promove ao mesmo tempo, crescimento tanto profissional quanto pessoal. Portanto, que venham os desafios! 

      UM FELIZ ANO ESCOLAR A TODOS!!! Bjs!!! 



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       Certo dia, uma mãe nos procurou na escola, em busca de matrícula para seu filho que segundo ela, tem autismo. Desejava saber se haviam critérios para a matrícula, considerando que se tratava de uma criança com autismo.

       Foi então que a lembramos que a criança com autismo é, antes de tudo, criança. Portanto, tem direito à matrícula em qualquer escola, seja pública ou privada. Se necessário caberá à escola promover toda a acessibilidade, visando a superação das barreiras atitudinais e metodológicas, de modo a garantir sua plena inclusão.

      Após, garantir à mãe que seu filho seria bem atendido, pois a escola já tem experiência no atendimento à crianças com autismo, cujo desenvolvimento e superação de suas limitações foram surpreendentes. No lugar da preocupação inicial, surgiu um sorriso nos lábios e a expressão de alívio que foram expressas em suas palavras: "Sim, eu acredito que meu filho será bem atendido, aqui."


Crianças do CMEI numa aula-passeio pelos pontos turísticos de Manaus.
        É preciso entender que para os pais de crianças com deficiência o sentimento de superproteção é mais forte, porque seus filhos são mais vulneráveis em função das limitações que apresentam. E, lamentavelmente, nem todas as escolas estão preparadas para atendê-los. Isso, no entanto, não é justificativa. Já que é possível a cada um buscar esta qualificação. O mundo é dinâmico e os desafios devem ser vistos como motivação para o nosso crescimento, tanto pessoal quanto profissional. Quanto a aceitação do outro, do diferente, cada um prestará contas a Deus. O preconceito é inaceitável, venha de onde vier. 

      A melhor terapia para uma criança com autismo é aquela na qual promovemos sua inserção social através da convivência com seus pares. No Cmei Dierdre Gama Machado em Manaus/AM, as crianças que apresentam algum tipo de deficiência foram muito bem acolhidas por suas professoras. E, nos orgulhamos muito destas profissionais. Peço licença para parabenizar as professoras: Claudia Ferreira, Elenilde Mota Cabral , Simone Frazao e Clicce, pelo excelente trabalho que desenvolvem em prol da inclusão social e escolar de nossas crianças.


Paulinho na aula-passeio pela Ponta Negra em Manaus/AM.


       A socialização de Paulinho através da escola é a mais evidente prova de que a melhor terapia para uma criança com autismo é aquela que promove sua inserção social, com muito respeito e responsabilidade. Que nossas escolas possam tomar consciência da enorme relevância deste trabalho em prol de uma sociedade mais humana e justa para todos. Pois, incluir não é nenhum favor, mas, sobretudo., um dever moral e ético.  FELIZ NATAL!!!!

Paulinho com os amigos, feliz da vida!!!








       Recentemente, vasculhando na internet,  tive a felicidade de encontrar e assistir ao filme: MEU FILHO, MEU MUNDO. Trata-se da história real do casal  Neil Kaufman e  Samahria Kaufman, e sua experiência com o autismo.


     O filme nos mostra, sobretudo, a força e determinação desses pais que não se deixaram vencer pelo autismo. Eles o venceram.  A partir de um programa pedagógico,  criado de forma intuitiva, denominado Son- Rise, eles conseguiram curar o filho, que hoje dirige a “The Autism treatment center of  América”. Uma organização que já treinou milhares de pais e mães de vários países, dando-lhes aquilo que lhes haviam tirado, após um diagnóstico de Autismo: ESPERANÇA
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      Neil Kaufman e Samahria Kaufman não se conformaram com os prognósticos dados pela classe médica ao filho,  que nos primeiros anos de vida foi diagnosticado com autismo severo, apresentando, ainda, um QI abaixo de 30.


     Um prognóstico é, antes de tudo, um juízo médico  antecipado baseado em diagnóstico. Uma previsão ou “profecia” do que os pais de uma criança com autismo devem esperar de seu filho. E, geralmente, os prognósticos são sempre desalentadores e pessimistas para estes casos.


     No entanto o casal Kaufman se negou a aceitá-lo. Eles acreditavam na possibilidade de cura e superação,  e isso o filme mostra com maestria.


O Método Son-Rise



     Fazendo uma análise pedagógica do Programa Son- Rise  é possível identificá-lo em vários aspectos com as teorias pedagógicas desenvolvidas por Vygotsky, cujo pensamento  coloca o processo de interação entre os sujeitos e o mundo  como a  base do desenvolvimento humano e da aprendizagem. 


     O casal Kaufman acreditava (e essa é a base do método) que a maior dificuldade da criança com autismo está na sua incapacidade de interação.  Sendo assim, todos os demais problemas advém desta dificuldade, como por exemplo a capacidade de comunicação. E, nisso, eles acertaram. Vygotsky defendia  a ideia de  que a aprendizagem move o desenvolvimento e não o contrário.

    Portanto, à medida que o sujeito passa a interagir com o mundo,  há como consequência o desenvolvimento de habilidade e capacidades humanas, dentre elas a linguagem.  Que no início é rudimentar e aos poucos vai se especializando, com a ampliação do repertório linguístico, que advém da expansão de suas experiências sociais, primeiramente com a mãe e aos poucos com outros pares e grupos sociais. O ser humano é um ser social. Portanto, a interação social é a base do seu desenvolvimento.




      Partindo desse pressuposto o programa  Son-Rise propõe que se promova  o máximo de interação com a criança, mas de um modo prazeroso e estimulante, tanto para esta quanto para seus pais. Afinal que graça tem interagir com alguém que não demonstra satisfação nessa interação?


     Para estes momentos lúdicos e de prazerosa interação, o casal criou em sua casa, no início da década de 70, o que denominaram de quarto do brinquedo. Um espaço específico para o desenvolvimento de atividades lúdicas com o filho que apresentava autismo. As atividades duraram por cerca de 3 anos, no fim dos quais a criança foi plenamente socializada.  A partir de então tal experiência passou a servir de referência de tratamento para crianças com autismo até dias atuais.


     O método do casal Kaufman demonstrou-se eficaz na cura do filho, apesar de todas as previsões  pessimistas da classe médica. Dizem que contra os fatos não existem argumentos. E o fato é que hoje o jovem Raun Kaufmam, filho do casal que criou o método Son Rise,  é  bem sucedido tanto no âmbito profissional quanto no pessoal. Graduou-se com honras em ética biomédica e, atualmente, dirige o centro de treinamento fundado por seus pais  em Massachusetts, nos EUA .


     O grande mérito do programa é devolver a esperanças aos pais de crianças e jovens com autismo. A partir daí superam-se crenças deterministas e equivocadas, assumindo-se  uma postura otimista em relação a esse transtorno.  “No Programa Son-Rise, a aceitação da pessoa com autismo, associada a uma atitude positiva – de entusiasmo e esperança – em relação ao potencial de desenvolvimento desta pessoa, são princípios básicos para o tratamento.”(Revista autismo/online)


     Pais de crianças com autismo devem acreditar, sobretudo, no infinito potencial de seus filhos, assumindo uma atitude  positiva diante da vida, de modo a promover com entusiasmo suas capacidades e habilidades tendo em vista sua inserção social. Tudo isso, com  grandes doses de afetividade e aceitação. Nós devemos isto às crianças e jovens com autismo.

Para saber mais, acesse:
http://www.autismtreatmentcenter.org/contents/languages/portuguese_version.php 



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Jogo da velha
     Historicamente, o brincar e os jogos, de uma forma geral,  foram vistos ou concebidos como atividade recreativa, pura e simplesmente. Até bem pouco tempo, pouca pesquisa havia sobre a importância deste recurso como mediador na aprendizagem, especialmente, em espaços formais de ensino. No entanto, nos últimos anos tem crescido o interesse pelo estudo destes recursos a partir de sua relevância, especialmente, na educação das crianças tenham elas as características que tiverem.


Jogo de dominó
     Somos herdeiros de uma sociedade onde, tradicionalmente, o jogo e o brinquedo foram sempre vistos como mero entretenimento. Não é por acaso que alguns de nós, em algum momento da vida escolar, certamente ouviu da professora a seguinte expressão: “agora é hora de estudar e não de brincar”;  mostrando-nos e incutindo em nós a ideia de que a aprendizagem está distante do ato de brincar( ou do prazer que este proporciona) e a ele se contrapõe. Talvez, justamente por isso, alguns professores se sintam desconfortáveis ao utilizar o jogo como mediador da aprendizagem em suas aulas.Tal preconceito em relação a esse recurso certamente impede que muitos professores o utilizem como uma potencial ferramenta de aprendizagem. 

Jogo "Feche a caixa"
     Pesquisas comprovam que os jogos de regras  além de promoverem  o desenvolvimento físico e psíquico das crianças, estimulam, também, o desenvolvimento de habilidades sociais, a cooperação, a iniciativa, a atenção, a autonomia, a autoestima, o desenvolvimento do raciocínio, a capacidade de lidar com as frustrações e os limites, dentre outros.


Atividade em grupo com bola e tecido.
     No entanto, a criança não nasce sabendo jogar, ela aprende. Para tanto, necessita da mediação pedagógica do adulto para participar de sua dinâmica. A seguir,  a experiência de uma professora que desenvolve o jogo de regras na Educação Infantil, com orientações do passo a passo, para que a atividade aconteça de modo satisfatório. Acesse http://pedagodiaano1.wordpress.com/2010/10/24/jogos-de-regras-na-educacao-infantil/


      Uma ótima leitura!!!!




        O  processo pedagógico fundamentado na pedagogia Montessoriana está alicerçado sob três pilares: O ADULTO PREPARADO, O AMBIENTE PREPARADO E A CRIANÇA EQUILIBRADA. 


Para Montessori a criança é apaixonada pela ordem. O mundo é um caos.

O “adulto preparado” é aquele que orienta e conduz à criança no caminho do conhecimento. É fundamental que busque constantemente o seu aperfeiçoamento profissional, especialmente para dar conta dos desafios que a educação contemporânea impõe.

 Para os que se propõem educar crianças é importante conhecer como estas se desenvolvem etapa por etapa, assim como, identificar seus interesses e peculiaridades. Podendo fazer uso de um diário onde fará anotações sobre o que observa na criança: o que a interessa,  o que não a interessa, buscando pistas que dão informações sobre os pequenos.

Nessa perspectiva a educação não se limita ao repasse de conteúdos, mas, sobretudo, o preparo para a vida. Não se trata, apenas, da evolução do conhecimento, mas da evolução da própria humanidade. O professor montessoriano deve despir-se do orgulho e revestir-se de humildade. O afetividade deve estar presente na relação professor/aluno.

Ambiente deve ser enxuto. Tem apenas o que é necessário. A recursos devem estar acessíveis às crianças.
  
O ambiente deve ser organizado para atender e satisfazer a curiosidade das crianças e promover sua aprendizagem e em consequência, o seu desenvolvimento humano.

Os princípios que norteiam a pedagogia montessoriana  são:

       AUTOEDUCAÇÃO – a promoção da autoeducação se faz através da disponibilidade de materiais através dos quais a criança exercita e desenvolve suas capacidades e habilidades, com a pouca interferência do educador. Cabe a este instruir sobre o uso dos materiais e manter-se a certa distância, observando a interação da criança com o objeto, fazendo intervenções quando necessárias. O professor ensina e a criança repete a atividade quantas vezes quiser. Todas as lições são breves e suscintas.
          A criança inicia o aprendizado da escrita aos dois anos. Para promover esse desenvolvimento podemos propor a realização de atividades que estimulem os movimentos de pinça e a realização de contornos de objetos em vários formatos. Há também os jogos de encaixe, onde o próprio objeto em si já contem o controle do erro. No jogo do encaixe cada orifício admite apenas um objeto. Nesse caso o próprio material a corrige.  Não há possibilidade de completar o exercício se todas as peças não forem encaixadas no seu devido lugar. Nesse sentido podemos dizer que a própria criança se educa, à medida que aprende, pela manipulação do objeto, e através de suas tentativas, o modo correto de realizar a atividade.


O ambiente deve propor desafios que a criança possa superar.

         EDUCAÇÃO CÓSMICA – A educação cósmica parte da premissa de que tudo esta interligado. Seres vivos e não vivos, todos são interdependentes. A proposta pedagógica montessoriana  busca fazer a criança perceber e sentir esta ideia de interconexão entre o todo e as partes. A minhoca depende da terra e faz o adubo.  A criança percebe esta conexão através da observação da natureza.
        A educação cósmica respeita a ordem em que está disposto o universo. Permite uma percepção de mundo organizado, onde todos os elementos tem sua importância.. A abelha pousa na flor e produz o mel, permitindo que o universo prossiga o seu ciclo. Assim acontece com cada ser humano, a cada um cabe um papel. Desta forma se introduz o conceito de ecologia. 


Não existem provas. A avaliação se faz pela observação do desempenho da criança. O processo se repete até se tornar satisfatória a aprendizagem.

      EDUCAÇÃO COMO CIÊNCIA – É preciso considerar a observação científica e o como ensinar. A ênfase não é o conteúdo, mas em como este é ensinado. O professor ensina como explorar, se afasta e observa. Não deve interferir ou interferir o mínimo. O importante é observar como a criança aprende e elabora o conhecimento. Neste contexto não existem provas e a avaliação se dá pela observação do desempenho da criança. Se algo esta errado, repete-se o processo até que seja satisfatório o resultado.



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     É muito comum crianças hiperativas, com excesso de atividade motora serem confundidas com crianças com TDA (transtorno do déficit de atenção) ou TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). Vale ressaltar que nem toda pessoa com déficit de atenção é necessariamente hiperativa. E este detalhe pode passar desapercebido pelos pais e/ou professores. Normalmente, a criança que incomoda mais é a criança hiperativa. Mas a hiperatividade motora por si só não determina se a criança é uma criança com TDA ou TDAH. Algumas pessoas leigas no assunto, especialmente, alguns professores quando se deparam com uma criança muito agitada, tendem a se antecipar ao diagnóstico, levantando a hipótese do transtorno. Isso, infelizmente é mais comum do que se imagina.

     O diagnóstico do TDA ou TDAH só pode ser feito por um profissional especializado nesse tipo de transtorno. O diagnóstico é clínico e tem como base o histórico do paciente. 

     A Dra.Ana Beatriz Silva, psiquiatra e  Presidente da AEDDA – Associação dos Estudos do Distúrbio do Déficit de Atenção, é especialista no assunto, cujo tema é tratado em seu livro "Mentes inquietas". A seguir uma entrevista em que a Dra. Ana Beatriz  nos fala de forma clara, simples e objetiva sobre o TDA.






       O conhecimento que adquirimos sobre o autismo  é, ainda,  muito limitado. No entanto, estamos constantemente em busca de respostas que nos permitam entender o funcionamento de uma criança com autismo de modo que possamos oferecer a estas uma educação que promova o seu desenvolvimento, saudável e harmônico, apesar das limitações que tal desordem, de natureza neurológica, impõe.

     Uma célebre autista, a Dra. Temple Grandin, ao compartilhar suas experiências e estudos realizados sobre o tema, tem nos permitido entender melhor as razões pelas quais crianças e jovens com autismo apresentam determinado comportamento, que para nós soa estranho. Para cada comportamento existe um motivo. Quando uma criança com autismo se fecha para o mundo ou busca o isolamento, por alguma razão ela o faz. Entender os motivos que a levam a se comportar de um determinado modo, nos permitirá identificar estratégias pedagógicas para ajudá-las a superar alguns desconfortos provocados por sua grande sensibilidade sensorial. Comportamentos estereotipados podem simplesmente ocorrer se a criança estiver ociosa.

 

Sobre isso e muito mais Temple Grandin tem muito a nos dizer, basta acessa o link http://www.universoautista.com.br/autismo/modules/works/item.php?id=17

Uma ótima leitura!!!

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           Temple Grandin, uma célebre autista,  revela que sua necessidade por canalizar uma intensa inquietude a levou à escrever, resultando num efeito calmante. Eram três artigos escritos por noite, acrescentando que datilografar “furiosamente” a deixava mais calma e completando: “Eu me sentia muito nervosa quando não tinha nada para fazer (...) muitas das minhas fixações, à princípio, estavam relacionadas aos meus sentidos. Quando eu estava na quarta série, gostava de usar um certo tipo de propaganda eleitoral que era feita de duas placas de madeira presas de maneira que eu as vestia como se fosse um vestido. Na verdade, eu gostava de me sentir um sanduíche com as placas na frente e atrás. Alguns terapeutas dizem que o uso de uma veste mais pesada frequentemente reduz a hiperatividade”.

Um dos aspectos que, possivelmente, mais incomodam os familiares de pessoas que convivem com crianças e jovens com autismo, é o excesso de atividade motora e inquietude crônica. Um aspecto que de certa forma está relacionado à síndrome.

Crianças canalizando energia em atividade lúdica e sensorial
Quando vejo uma criança ou jovem com autismo, movido por grande inquietude motora, percebo um indivíduo ávido por realizar atividade, com uma energia intensa e dificuldades para canalizá-la, o que resulta em excessos de movimentos desordenados pela ausência de um direcionamento e pela incapacidade de ser compreendido no atendimento a esta demanda pelos que o rodeiam.

Pesquisas demonstram que vigorosos exercícios físicos podem diminuir o índice de comportamentos atípicos ou estereotipados, pois canaliza a energia do sujeito para uma determinada direção. Essa conduta autista é perfeitamente compreensível. Se pudermos nos imaginar  sentados um dia todo sem fazer nada, não conseguiríamos, a menos que estivéssemos doente, pois temos a necessidade de preencher o nosso tempo com alguma atividade que seja prazerosa. 

Como a criança com autismo não consegue verbalizar esta necessidade e não consegue canalizá-la de forma produtiva, sozinha, limita-se aos movimentos desordenados e desconexos.

Criança com autismo é, antes de tudo, criança.
              Causa-me grande incômodo a análise que especialistas fazem de pessoas com autismo, referindo-se, tão somente, à síndrome, como se ali não existisse um sujeito. E acabam por atribuir todo o comportamento do sujeito ao autismo, sem perceber que se trata de um ser humano com características próprias, sendo afetado por algo que está fora do seu controle.

          Um dos aspectos que mais me chamaram à atenção nos relatos de Grandin é o fato dela destacar com frequência a insistência de sua mãe em não se sujeitar ao autismo, mas se impor à ele. Ou seja, ela não deixou que o Autismo a vencesse, ela venceu o autismo. Temple Grandin é a prova viva deste feito. Tornou-se um ser humano perfeitamente ajustado e adaptado, uma cidadã do mundo.

 Grandin é uma profissional  que se destaca na sua área de atuação, além de contribuir com sua experiência de vida para que todos tenham uma melhor compreensão sobre o autismo, e da possibilidade da conquista de uma vida produtiva e plena.

              


Bom, depois do MAIS MÉDICO, virá o MAIS PROFESSOR, cuja justificativa é a falta de professores em regiões longínquas do país. Moro numa região entrecortada de rios, cujo transporte, na maioria das vezes, é feito via fluvial. Tive o prazer de visitar regiões distantes, onde só foi possível chegar de avião e barco. Essa experiência foi marcante, principalmente, porque percebemos o nível de carência destas populações em razão do descaso do poder público. Muitos defendem a manutenção da Zona Franca, mas nada se diz sobre o potencial de nossas reservas extrativistas que se exploradas, poderiam alavancar a economia do interior, sem afetar a floresta.

É preciso olhar com respeito e consideração para o povo que vive no interior. É fundamente tirá-lo do isolamento cultural em que vive e da falta de perspectiva.

Sobre o MAIS PROFESSOR, deixo expressa a minha indignação. Não consigo encontrar explicação plausível para os programas acima. O Brasil não precisa importar professores, mas dá importância aos seus, pagando-lhes um salário digno e investindo, com responsabilidade e transparência, os recursos destinados à Educação.

Muitos países fazem muito mais, com muito menos. Para começar, não mudam as políticas educacionais a cada quatro anos, para atender aos interesses da classe política que utiliza a escola como instrumento para implementar políticas assistencialistas visando se perpetuarem no poder. É UMA VERGONHA!!!




      A proposta pedagógica das Escolas de Educação Infantil de Reggio Emília, na Itália, é considerada uma das melhores do mundo. Por essa razão vale a pena conhecer um pouco desta trajetória educacional, caracterizada pela valorização e respeito à criança e de suas múltiplas linguagens.


  
O modelo pedagógico Reggio Emília, cujo nome é o mesmo da cidade onde teve origem, caracteriza-se pelo foco dado as mais variadas formas de expressão simbólica, assim como, pelo envolvimento dos professores, pais e comunidade no processo de ensino e aprendizagem.

Em 1945, os cidadãos de Villa Cella, na Itália, localidade próxima da cidade de Reggio Emília, clamam por uma educação que promova o sucesso escolar de seus filhos. Para tanto, unem-se para construir uma escola, cuja educação infantil é considerada a de melhor qualidade em todo o mundo: o modelo curricular Reggio Emília.

O teórico Loris Malaguzzi, ao tomar conhecimento da experiência, resolveu associar-se a essa iniciativa educacional inovadora.

A proposta pedagógica de Reggio Emília é construída colaborativamente com a participação efetiva dos pais,  crianças,  professores e comunidade, num trabalho coletivo.

 Os obstáculos ao processo são solucionados em parceria com todos os envolvidos, direta e indiretamente, na realização desse projeto. A filosofia da proposta está pautada no conhecimento e compreensão da criança, suas necessidades e interesses.

A criança é concebida como ser ativo, competente e, como tal, protagonista da sua própria aprendizagem e desenvolvimento.

A proposta passa a ser divulgada para toda a sociedade, nos espaços públicos, buscando desta forma ganhar o apoio e o investimento do município na educação destinada às crianças.

A COMUNIDADE E O MODELO REGGIO EMÍLIA DE EDUCAÇÃO

      A educação das crianças por ser considerada complexa, exige o envolvimento de toda a comunidade. Juntando-se a isso, há a crença na Itália de que o cuidado com a criança é responsabilidade de todos. Pretende-se, ainda, que todas as crianças tenham as mesmas oportunidades de modo a evitar desequilíbrios entre as famílias.

O sistema municipal de Reggio Emília é caracterizado por uma gestão participativa, envolvendo representantes de vários setores da comunidade local. Cada escola possui um Conselho de Administração, que se destina a solucionar problemas administrativos e apoiar pais e professores.

          O modelo teórico que sustenta a prática pedagógica destinadas ao atendimento das crianças na Educação Infantil, está sendo constantemente revisado. Na década de 50 foi influenciado por teóricos como: Rousseuau, Locke, Pestalozzi, Froebel, a Escola Ativa de Dewey e a Escola de Chicago. Posteriormente, introduz-se as contribuições de Claparède, Decroly, Freinet, Wallon, Dalton, Piaget, Vigotsky e Bronfenbrenner.

         As inovações continuam, fruto das pesquisas realizadas por Piaget, introduzindo conhecimentos matemáticos que são trabalhados de forma espontânea na vida cotidiana, dando ênfase ao pensamento lógico.

      O diálogo com as várias teorias e propostas pedagógicas, filosóficas, sociais, políticas e artísticas, conferem a esse empreendimento, credibilidade junto a comunidade científica internacional.

       Considerando o caráter  muito tradicional presente na maioria de nossas escolas infantis, contaminadas pelo olhar do adulto e insensível ao ponto de vistas da crianças, experiências como a apresentada acima, certamente, nos permitirão um novo olhar sobre a natureza do processo pedagógico que realizamos, na perspectiva de construirmos uma escola comprometida com o desenvolvimento e o crescimento de nossas crianças, nos seus múltiplos aspectos.

       

 




























 
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